Portal Luis Nassif

Todos os que acompanharam o debate nos últimos meses neste Portal, acerca de um texto que publiquei (encontrado aqui: http://blogln.ning.com/forum/topics/como-refutar-uma-teoria?id=2189...), devem ter ficado admirados com a capacidade de se desvirtuar um tema ou um conceito, apresentadas por um defensor do criacionismo, cujo propósito foi impor suas supostas verdades. Na falta de argumentos plausíveis ele apelou, mentiu e poluiu o ambiente. Para ser bem sincero, não houve debate. Não há como se debater com gente que se faz de vítima, que inverte as noções das coisas e que usa de falácias horrorosas para provar o improvável.

Pode-se discutir, como foi feito, a questão da tolerância de credos, de manifestações religiosas, da necessidade da liberdade de expressão, enfim, levar o debate para o campo da conscientização democrática. Muito válido e muito justo. Entretanto, não houve isso aqui, o que vimos foi uma tentativa de desonestidade intelectual das mais ordinárias. Não existe tolerância para isso.

Por essa razão, abro este tópico para apresentar algumas das mentiras difundidas pelos criacionistas, com o objetivo único de eliminar e destruir por completo, de forma desonesta, a teoria da evolução.

Ressalto que a tese do criacionismo foi elaborada nos meios religiosos estadunidenses, com objetivos e definições claros. A sua vertente dita científica é a teoria do design inteligente, que tenta imputar a um criador a explicação para as complexidades dos fenômenos e da existência dos seres vivos.

Vamos às principais mentiras:

1 – O homem veio do macaco: é a mais comum e a mais imposta. É colocada como dúvida por alguns, como um erro de interpretação por outros, mas possui um componente de má-fé ao redor. Diversas pessoas que já conversaram comigo sobre a Teoria da Evolução perguntaram se eu acreditava que o homem tinha vindo do macaco. Os teóricos da Evolução nunca afirmaram isso.

Mas essa postura, disposta assim, revela um asco atávico: não gostamos de ser comparados aos animais.

Todas as nossas manifestações onde o caráter instintivo está presente tentam nos afastar desse parentesco. O que se diz é que não comemos como os animais, não fazemos sexo como os animais, não nos comportamos na sociedade como os animais, mas, enfim, a delimitação entre eles, os animais, e nós, seres humanos é comum e trivial. É muito mais próxima do que parece. Contudo, o curioso é que se percebe que há até uma postura afirmativa por pessoas com certo conhecimento acadêmico nesse sentido.

O fato é que somos, sim, animais, mamíferos, primatas, com parentescos fisiológicos e anatômicos aos macacos atuais. As linhagens evolutivas que resultaram no humano, no chimpanzé, no gorila, no orangotango, no macaco-prego, no mico-leão e todos os símios e aparentados são as mesmas. Não há como fugir disso. Não descendemos dos macacos, estamos é no mesmo clímax evolutivo deles.

2 – Evolução significa melhorias: outro erro recorrente, mas que é repercutido muito mais por confusões do que por má-fé.

Em função de nossa concepção utilitarista do mundo e dos fenômenos que nos rodeiam, essa idéia de evolução como sinônimo de melhor, mais forte e mais rápido é um erro enorme. Aliás, reconheço que o termo gera distorções. O mais adequado seria modificações por herança genética de uma população para outra. E é isso o que é. Ao longo do tempo, em função das mutações que ocorrem no genoma, no código genético de cada organismo vivo, estes mesmos organismos vão se modificando. A pressão do meio, conhecida como seleção natural, faz com que os organismos mais adaptados sobrevivam, deixando uma prole viável. Não existem os bons ou ruins, mas aqueles que, no momento adequado, se expõem.

A evolução não segue um rumo, um caminho definido, ela é uma força que age de forma a tornar a espécie mais bem adaptada ao ambiente, o que não necessariamente significa torná-la mais sofisticada ou complexa.

3 – Não existem provas da Evolução – é outro erro de interpretação. Normalmente os criacionistas, e as pessoas que não compreendem os mecanismos evolutivos, imaginam que deva haver uma sequência lógica, uma cadeia linear. É comum ver-se aquela famosa figura de hominídeos desde o mais ancestral ao mais “evoluído”, um humano em pé. É daí que vem a expressão elo-perdido, que seriam os elementos entre um e outro.

O termo elo-perdido é incorreto. O termo correto é organismos transicionais. Do ponto de vista evolutivo, se formos levar isso em consideração, todos seríamos elos-perdidos. Se fosse possível definir isso como uma fórmula matemática, podemos perguntar quanto números há entre 1 e 2. A resposta é: infinitos. A prova de evolução é exatamente a imensa variabilidade genética que observamos. Um olhar atento num determinado ambiente para qualquer organismo, seja uma samambaia, uma rosa, um cão, um passarinho, ou mesmo olharmos para nós, humanos, podemos observar que somos todos diferentes e cada grupo relacionado a muita igualdade. Na medida em que estas diferenças se acentuem no tempo e no espaço, podemos ter o aparecimento de uma nova espécie, que é definição máxima de Evolução.

A paleontologia está repleta de fósseis transicionais, por mais que os criacionistas e iniciantes digam que não. Só entre os hominídeos há 20 grupos diferentes, cada um com centenas de membros. Mas não só de fósseis vive a evolução. O genoma, o DNA como um todo, comprova o parentesco das espécies. Quanto mais se descobre sobre o genoma, mais se comprova a evolução. Por exemplo, é sabido que os humanos compartilham cerca de 90% dos genes com os dos chimpanzés. Como dizer que não somos parentes? Como dizer que isso não é uma evidência da evolução?

4 – A complexidade irredutível invalida a Evolução – essa é famosa é o carro chefe do pessoal do design inteligente.

Admitindo que a Evolução seja algo que ocorre passo a passo, no tempo e no espaço, isso não explicaria o surgimento de estruturas complexas, como o olho humano, o sistema de coagulação do sangue e as asas do morcego, para ficarmos em itens usados como exemplos pelos criacionistas.

O argumento mais usado para invalidar o processo de Evolução é o da ratoeira e o do relógio, afirmando que a retirada de uma de suas peças invalida o funcionamento do aparelho. Isso provaria, segundo os defensores do design inteligente, que há a necessidade de um relojoeiro ou de um artífice inteligente para “fabricar” estas peças e mantê-las funcionando adequadamente. Esta forma de pensar é a constatação cabal do pensamento utilitarista difundido pelo senso comum e captado pelos criacionistas.

O pescoço da girafa não é comprido porque foi feito para pegar as folhas mais altas. As cores das penas dos pássaros não existem para favorecer o acasalamento. O rabo de alguns micos não é preênsil para que eles se equilibrem nos galhos das arvores. A casca da banana não é assim para proteger o seu miolo. O nosso polegar não existe em oposição aos demais para que possamos pegar coisas. As funções destas determinadas situações ocorrem porque exatamente elas existem e não porque há uma razão ou uma determinação da natureza para que sejam assim.

A pergunta que se faz nesse caso é: o pescoço da garça é comprido para que ela possa pegar peixes na lagoa, ou ela pega peixes na lagoa porque seu pescoço é comprido?

5 – A 2ª. Lei da Termodinâmica invalida a Evolução – essa é a maior farsa de argumento dos criacionistas.

Alguns teóricos criacionistas, usando de má-fé, uma boa salada de palavras e um público neófito foram capazes de remontar o postulado da Lei. Resultado: causaram confusão na platéia e não explicaram devidamente o que isso significa.

O termo Entropia foi uma das palavras mais desgastadas pelos criacionistas nos últimos tempos. Normalmente quem as usa é bem falante. Ou melhor, enrola bem as palavras, de maneira a confundir. Mas à luz de um estudo ginasiano de Ciências, suas falações são facilmente refutáveis. Entropia, em bom português, não é grau de complexidade de um sistema, tampouco atesta seu grau de desordem. Essa definição não é arremedo evolutivo, está em qualquer livro secundarista.

A afirmação dos criacionistas dá conta que o Universo tenderia da ordem à desordem e do mais complexo ao mais simples. Em suma, toda a ladainha criacionista cabe neste aforismo. Mas o postulado definido pela Ciência é simples: “A quantidade de entropia de qualquer sistema isolado termodinamicamente tende a incrementar-se com o tempo, até alcançar um valor máximo.” Em outras palavras, a 2ª. Lei trata do calor em sistemas fechados.

Uma forma simples de definir Entropia é a quantidade de energia que não pode mais ser transformada em trabalho. O Sol é um sistema em constante aumento de entropia, uma vez que suas reações nucleares convertem hidrogênio em helio. Em determinado instante não haverá mais hidrogênio para esta conversão. Usando a concepção de Entropia, pode-se afirmar que o Sol passa de um estado inicial, onde potencialmente realiza trabalho, para um final, onde não poderá mais realizar as suas reações nucleares. Há um aumento de Entropia.

Porém, apesar disso, os átomos que foram sendo produzidos (Helio, carbono e metais diversos) são muito mais complexos em relação ao hidrogênio inicial, o que nos leva a considerar que o aumento de Entropia não significa diminuição da complexidade da matéria, argumento tendencioso criacionista por erro de interpretação da 2ª. Lei da Termodinâmica.

A Termodinâmica não apresenta qualquer relação direta com evolução. Ela é o estudo de trocas de energia e variações de pressão em um meio. Não existe relação entre termodinâmica e evolução (embora processos biológicos estejam relacionados à termodinâmica). Quem afirma isso, obviamente, não sabe o que é termodinâmica. A TE se baseia em alguns pontos básicos:

- as espécies sofrem mutação. Mutação produz variedade.

- as mutações podem ser neutras, negativas ou positivas em relação ao meio.

- Mutações podem ser passadas para as próximas gerações, quando atingem células como ovócitos ou espermatozóides, por exemplo.

- A seleção natural favores mutações que ajudam a sobrevivência do indivíduo, e desfavorece mutações que o prejudicam. Contudo, isso não pode ser confundido com melhorias.

- Mutações acumuladas ao longo do tempo acentuam as diferenças, modificando as espécies continuamente.

Neste porém, ao se querer saber se a termodinâmica pode impedir a evolução de ocorrer, é necessário se fazer algumas perguntas:

- pode a termodinâmica de alguma forma, impedir que mutações ocorram?

- pode impedir que uma mutação seja eventualmente benéfica ao indivíduo?

- pode impedir que essas mutações sejam passadas para a geração seguinte

- pode impedir que mutações se acumulem ao longo das gerações?

- Pode impedir que a seleção natural atue sobre essas mudanças?

A resposta óbvia para qualquer uma dessas perguntas é um sonoro NÂO.

6 – A Teoria da Evolução implica em ateísmo – uma falácia arrogante e prepotente.

É óbvio que a idéia aqui é criar antagonismos desnecessários e inexistentes. Uma vez que a grande maioria dos crentes se mobiliza pelo medo, um medo imposto pelas diversas denominações religiosas para controle de comportamento, surgem dificuldades em um seguidor de um deus aceitar os postulados científicos. Principalmente quando se põem em dúvidas dogmas milenares.

A Ciência e especificamente as ciências biológicas não têm qualquer pretensão em derrubar deuses, crenças, queimar igrejas ou prender seus seguidores (embora não seja uma má idéia, rsrsrs!). O que se faz é expor às pessoas, ao homem comum, as explicações para os fenômenos através das formulações do método científico. As conclusões filosóficas ficam ao critério de cada um.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Lei_da_Termodin%C3%A2mica

http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o

Mayr, Ernst. Biologia, Ciência Única: reflexões sobre a autonomia de uma disciplina científica. São Paulo. Companhia das Letras. 2005

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Poxa, que maldade com as princesinhas, hein, Marli e Marise? Qui dó!

Quer fazer o favor de nao aproveitar meus comentários para postar seus lixos? Você nao está respondendo a nada que coloquei, portanto poste usando o espaço para tal e deixe de ser oportunista.
Nao enfie uma carapuça que nao foi para você...
Ué, quem foi que aproveitou meu comentário para "responder" postando lixo? Nao há dois candidatos...

O ensino da Teoria da Evolução e os criacionistas – notas para comentar o filme "O vento será tua herança"

Raymundo de Lima

 

"El sueño de la razón produce monstruos" [1]

 

 A historiadora das religiões Karen Armstrong em seu livro "Em nome de Deus" (2001) relata que: "Em 1920, o político democrata e presbítero Willian J. Bryan [1860-1925] lançou uma cruzada contra o ensino da teoria da evolução nas escolas e faculdades. Achava que o responsável pelas atrocidades da 1a. Guerra Mundial fora o darwinismo”.

Esse pseudo-argumento contra a teoria de Darwin seria reaproveitado após a 2a. Guerra Mundial, com a revelação do holocausto dos judeus e a divulgação de que os nazistas tinham intenção de realizar uma "seleção da sociedade" fundado no arianismo; desse modo, "o darwinismo teria influenciado diretamente o militarismo alemão e a decisão da Alemanha declarar guerra" (ARMSTRONG, op.cit., p. 203).

Desde os anos 1920, os fundamentalistas[2] – termo originariamente dirigido aos cristãos presbiterianos, que definia cinco dogmas religiosos fundamentais pelos presbiterianos, em 1915 – temendo que o darwinismo levasse os jovens a perderem sua fé em Deus, na Bíblia, ou na doutrina ‘fundamental’ do cristianismo, vem criando mecanismos legais proibindo o ensino da Teoria da Evolução nos estados norte-americanos da Flórida, Mississipi, Lousiana e Arkansas etc. 

Foi no Tennessee, na cidade de Dayton, que um jovem professor, John Scopes, confessou ter infringido a lei numa aula de biologia, atitude que o levaria ser símbolo em favor da liberdade de expressão e da evocação da Primeira Emenda da constituição dos Estados Unidos. Em julho de 1925, o professor Scopes foi levado a julgamento, e em sua defesa criou-se uma sociedade, a American Civil Liberties Union (ACLU), que enviou uma equipe de advogados encabeçada pelo racionalista Clarence Darrow [1857-1938]. A pedido dos fundamentalistas cristãos, Willian J. Bryan concordou em defender a “sua” lei. Segundo Armstrong (ibid.), o julgamento extrapolou o âmbito das liberdades civis e assumiu a dimensão de um embate entre Deus e a ciência, com grande repercussão nos jornais e rádios. Dos 12 jurados, 11 eram fundamentalistas, um era analfabeto, e nem um deles sabia qualquer coisa sobre ciência ou evolução (apud Hellman, 1999). Era um julgamento cuja sentença já se sabia a priori. Essa história também é contada nas três versões dos filmes Inherit the Wind[3].

O jornalista mais influente da época H. L. Mencken – que aparece no filme sempre ironizando e debochando dos criacionistas  –  escreveu que, apesar de Scopes ter sido condenado, venceu o pensamento claro e racional de Darrow que soube derrotar o "paranóico" Bryan, representante do obscurantismo fundamentalista cristão que, por exemplo, achava que o mundo tinha apenas 6 mil anos de existência. Após o julgamento, Mencken continuou denunciando os fundamentalistas como "o flagelo da nação" e "inimigos da ciência e do progresso da humanidade".

Neil Postman em Tecnopólio (1994, p. 58) compara o julgamento ‘de brincadeira’ de Scopes ao julgamento de Galileu. Guardado as devidas proporções em termos de virada na história da ciência, tanto o julgamento de Scopes como de Galileu são expressões de uma luta apaixonada entre duas tendências entre a ciência e a , entre os que sustentavam a validade de um sistema de crença, cuja origem de tudo estava escrito na Bíblia – “na palavra de Deus” – ameaçada pelas novas idéias levantadas pela ciência. Em ambos estão em jogo duas visões de mundo opostas que se enfrentam, cara a cara, em conflito aberto, instrumentalizadas em palavras e atos.  

Todavia, segundo Postman, existe algo paradoxal presente no movimento fundamentalista cristão, no julgamento de Scopes. Escreve: “Quase setenta anos depois, não é impróprio dizer uma palavra em defesa deles: aqueles ‘fundamentalistas’ não eram ignorantes nem indiferentes aos benefícios da ciência e da tecnologia. Tinham automóveis, eletricidade e roupas feitas à máquina. Usavam a telegrafia e o rádio, e entre eles havia homens que poderiam ser chamados, com razão, de cientistas reputados. Estavam ansiosos para compartilhar das dádivas da tecnocracia americana, ao que vale dizer que não eram nem luddites nem primitivos. O que os preocupava era o assalto que a ciência fez na história antiga, na qual nasceu seu senso de ordem moral. A batalha estabeleceu a questão, de uma vez por todas: da definição de verdade, a grande narrativa da ciência indutiva assume precedência sobre a grande narrativa do Gênesis, e aqueles que não concordam devem permanecer na contracorrente intelectual”.

Criacionistas nas políticas de ensino

Revogadas as leis de inspiração religiosa fundamentalismo cristão evangélico, a nova estratégia dos criacionistas consistia em infiltrar seus adeptos nos Conselhos[4] das escolas ou assediando os professores de biologia e textos didáticos para prevalecer sua doutrina ou suprimir as idéias evolucionistas. Sistematicamente eles pregam slogans: “aceitar a Teoria da Evolução é abandonar Cristo”, “o homem não veio do macaco”. Taticamente, eles ocupam espaços da mídia (rádios, televisão, Internet, imprensa escrita), onde associam  Darwin ao diabo, e fazem uso de estratagemas retóricos para boicotar o ensino da teoria da evolução, e as demais teorias consideradas produtos do agnosticismo.

A Creation Research Society, fundada em 1963, toma a linha de frente das organizações criacionistas e consegue aprovar em algumas leis, por exemplo, uma que exige nos livros escolares a advertência de que "a origem e criação do homem e seu mundo não é um fato científico". A Bíblia era designada, uma vez mais, como texto de referência. A Associação Nacional do Professores de Biologia recorre e vence na Suprema Corte, em 1968 (TAMBOSI, 1999).

Em Grantsburg, Wisconsin um comitê “revisou” o currículo para ensinar "modelos científicos diversos de teorias da origem da vida". Fazendo mal uso do termo “paradigma” de Thomas Khun, os criacionistas consideram a teoria da evolução um mero paradigma a ser superado por outra teoria. Essa tática aparentemente simples tenta elevar o criacionismo ao status de ciência, e justifica o direito de ser ensinada nas escolas nas disciplinas de ciências, história, antropologia[5].  Em algumas regiões dos Estados Unidos, por iniciativa da direção da escola ou dos comitês fundamentalistas os livros escolares contêm uma tarja com a inscrição "evolução é uma teoria, não um fato".

O criacionismo com outro nome "Intelligent Design"

Como os criacionistas não conseguiram banir a teoria da evolução das escolas e da mídia,  sua mais recente investida está na invenção do que eles consideram “uma nova teoria”: a Teoria do Design Inteligente("Intelligent Design Theory"). Nela, fazem uso de uma linguagem como se fosse “ciência”: "ciência da criação", “criacionismo científico”, “nova teoria da criação”.  Promovendo um intenso marketing e até “debates” supostamente científicos (na verdade pregações religiosas), convidando especialistas anti-evolucionistas como Duane Gish – um PhD em bioquímica – os ‘novos’ criacionistas reivindicam o mesmo espaço reservado à "ciência da evolução", e, ao mesmo tempo, o CSRC desenvolve campanhas em que atribui ao evolucionismo a "decadência moral dos valores espirituais", a "destruição da saúde mental" e o aumento dos divórcios, do aborto e, até, das "doenças venéreas"! (R. Numbers).

Segundo esse ponto de vista, a vida é tão complexa que sua origem só poderia ser dirigida por um ator sobrenatural. Deus criou o universo do nada (ex nihilo), isto é, criou-o sem matéria preexistente, e também teria daí criado uma alma imortal para o indivíduo.

Para alguns analistas, o Intelligent design  exerce uma dupla função: no campo cientifico e no campo do ensino escolar. No campo científico, sua influência inclui desde o reconhecimento de ser também “ciência”, como até mesmo um ou outro membro da seita merecer o Premio Nobel por alguma descoberta (Cf.: COLUCCI, 2003)[6]. Contra a laicização do ensino público e particular, seus agentes trabalham com o objetivo influenciar o conteúdo dos livros didáticos, tanto fazendo uso dos mecanismos de censura dirigido à teoria da evolução, como apontando “furos” nessa teoria; muitas vezes, seus agentes distorcem algumas idéias dos epistemologistas visando incluir Intelligent design como teoria científica. Conforme foi dito acima, a estratégia de ação dos criacionistas hoje está voltada para o reconhecimento do suposto “novo” paradigma, i.é, como se o Intelligent design fosse  “ciência”. Esse reconhecimento formal dos cientistas genuínos abriria as portas para Intelligent design ser ensinado[7] nas disciplinas científicas escolares, e não ficar restrita ao ensino religioso[8].

Para além do ensino

A partir do governo Ronald Reagan os grupos de extrema direita como a Identidade Cristã se sentem reforçados para agirem para além do âmbito do ensino. Ou seja, a oposição agressiva dos fundamentalistas evangélicos extrapola o debate entre criacionismo e darwinismo, por exemplo, fazem oposição cerrada ao marxismo e a psicanálise[9], condenam o homossexualismo e o aborto, e exercem forte influência por uma legislação contra a pornografia e outras práticas consideradas imorais. Os membros mais raivosos se sentem autorizados a impedir mulheres de fazerem abortos em clínicas legalizadas, ou destruí-las com por meio de incêndios, bem como também perseguem e espancam  homossexuais etc. Esses efeitos ainda são noticiados pela imprensa.  

Apesar de caminharem contra os avanços científicos – mas não os avanços tecnológicos, como sinaliza Postmam, acima – o movimento criacionista conquistou um considerável espaço político no governo G. W. Bush, um cristão “renascido”, cujo discurso ganhou status de doutrina geopolítica contra o fundamentalismo islâmico. Com essa doutrina são justificadas, por exemplo, a crença de que o governo Bush é agente do “bem” contra o “mal”, e o apoio dogmático a Israel, considerado o país do “bem”, mas manifestam a expectativa de o próprio um dia também se converter em cristão “renascido”.

Após os ataques de 11 de setembro de 2001, a tendência fundamentalista retornou com mais força de argumentos e nova doutrina dos “ataques preventivos” dos EUA e da “guerra contra o terrorismo”, cujo discurso presidencial está impregnado de palavras extraídas da Bíblia: "cruzada do Bem contra o Mal", "justiça infinita", "iremos libertá-los do Mal", etc. Portanto, não se trata apenas de slogans vazios, mas sim, de intenções políticas racionalizadas para “converter” o mundo, desde o ensino escolar e universitário até a diplomacia internacional redirecionada para a evangelização de um mundo próximo ao ateísmo.   

Ainda que alguns analistas observem que o criacionismo hoje representa um “ruído” ou “falsa-ciência”, portanto, sem nenhuma credibilidade no meio científico convencional, um rápido balanço desse movimento aponta algumas vitórias significativas: a) no campo político, eles influenciaram nas eleições norte-americanas elegendo três presidentes (G. Bush, R. Reagan e G. W. Bush) que os apoiaram principalmente nas políticas de ensino fundadas em princípios teológicos; b) no campo sócio-educativo, eles conseguiram aumentar a ignorância do americano comum sobre as questões científicas. Nesse sentido, Carl Sagan, que dedicou boa parte de sua vida visando desmistificar a ciência e denunciar a pseudociência em livros, artigos jornalísticos, entrevistas, palestras, documentários para televisão, etc., no livro “O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como vela no escuro” (1996), Sagan escreve: “95% dos norte-americanos são ‘cientificamente analfabetos’”; “dos 535 membros do Congresso dos Estados Unidos, raramente 1% chegou a ter alguma formação científica significativa no século XX. O único presidente cientificamente alfabetizado foi talvez Thomas Jefferson”; “O Japão, com metade da população dos Estados Unidos, forma anualmente duas vezes mais cientistas e engenheiros com diplomas superiores”; “durante quatro anos da escola secundária, os alunos norte-americanos dedicam menos de 1500 horas a disciplinas como matemática, ciência e história. Os japoneses, franceses e alemães gastam com elas mais do que o dobro desse tempo”.

*          *          *

Essas notas tinham como propósito enfocar como as teorias de Darwin despertaram o fanatismo religioso e moralista; terminou mais tratando do movimento criacionista, infelizmente. O debate criacionismo X evolucionismo não é reconhecido nos meios escolares e científicos no Brasil. Parece que nesse ponto somos mais críticos do que os norte-americanos. Mas, tal debate tem aparecido com mais freqüência na mídia, ora noticiando que a Escola Mackenzie adota o criacionismo no seu ensino, ora divulgando que o governo Rosinha (Rio de Janeiro) introduziu o ensino criacionista nas escolas públicas[10]. Também seus agentes oferecem palestras gratuitas em universidades e escolas do país, visando ganhar adeptos para sua cruzada anti-evolucionista.  

Ainda que seu discurso seja supérfluo e falacioso, o movimento criacionista parece estar organizado internacionalmente contra os avanços das pesquisas científicas, como aquelas que usam células-tronco. Recentemente a mídia deu visibilidade a esse movimento em Brasília, curiosamente sem nomeá-los como criacionistas.

 

Referências

ARMSTRONG, K. Em nome de Deus: o fundamentalismo no judaísmo, no cristianismo e no islamismo. São Paulo: C. Letras, 2001.

AS BRUXAS. [The witches]. Documentário produzido e dirigido por Michael Tretrick. Dove Point Entertinment the learing channel. EUA/Inglaterra [Brasil: GNT, 2001).

COLI, J. O sono da razão produz monstros. In: A crise da razão. São Paulo: C. Letras, 1996, p. 301-12.

FREIRE-MAIA, N. A ciência por dentro. Petrópolis: Vozes, 1997.

_________. Teoria da evolução: de Darwin à teoria sintética. Belo Horizonte/S. Paulo: Itatiaia/ Edusp, 1988.

JAPIASSU, H. Desistir do pensar? Nem pensar! São Paulo: Letras & Letras, 2001.

MONROE, P. A tendência científica moderna. In: História da educação. São Paulo: Nacional, 1984.

NOVA ENCICLOPÉDIA DA FOLHA DE S. PAULO. v. 1. Folha de S. Paulo, 1996, p. 377.

NEVES, M. C. D. Disponível em:a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/index2.jsp>" target="_blank">http://www.jornaldaciencia.org.br/index2.jsp>; 

PIERUCCI, A.F. Criacionismo é fundamentalismo. O que é fundamentalismo?. Disponível em:  /font>http://www.comciencia.br> (2004).

SAGAN, C. O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como vela no escuro. São Paulo: C. Letras, 1996.

TAMBOSI, O. A cruzada dos criacionistas contra Darwin e o evolucionismo. Disponível em: /font>www.observatoriodaimprensa.com.br> (1999)  Tb.: /font>http://criticanarede.com/html/filos_darwin.html>  (2004).


 

[1] "O sono da razão produz monstros", título de uma das pinturas do pintor espanhol, Goya.

[2] “Noutras palavras, fundamentalista é quem se apega à letra da palavra revelada como sendo a única verdade, quem nutre a convicção de que o texto escriturístico está livre de erros humanos, e só a interpretação literal tem cabimento e validade. Quer dizer que só pode ser fundamentalista quem erige na centralidade de sua fé a letra, a literalidade de uma Escritura Sagrada divinamente inspirada por um Deus único. Antes de ser fundamentalista é preciso ser monoteísta. O muçulmano pode ser fundamentalista, o judeu, o protestante, até mesmo o católico. Já o hindu ou o taoísta, dificilmente. Para o adepto do candomblé ou da umbanda, religiões sem livro sagrado, é impossível ser fundamentalista” (Pierucci, 2004).

[3] Título original: Inherit the Wind. No Brasil eles foram assim traduzidos: “Herdeiros do Vento”, “O vento será tua herança”.  

[4] Em 1992 já contavam 2.200 Conselhos de escolas “captulados” por essa organização.

[5] O físico e professor da Universidade Estadual de Maringá, Marcos Cesar Danhoni Neves, relata ter encontrado a influencia do criacionismo em livro didático de história, no Brasil. (Cf.: Jornal da Ciência, 18/12/2008; disponível na internet:  http://www.jornaldaciencia.org.br/index2.jsp 

[6] Cf.: COLLUCI, J. E deus criou a ressonância magnética...(24/10/2003). Disponível em: a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ofjor/ofc270520033.htm>" target="_blank">http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ofjor/ofc270520033.htm>;

[7] Essa é a determinação do MEC, no Brasil.

[8]  Charbel H. N. El-Hani elabora o seguinte argumento: É importante diferenciar essa posição de um naturalismo metafísico: não se trata de dizer que entidades sobrenaturais (deuses, espíritos etc.) não existem (essa é uma crença como qualquer outra e, sinceramente, não é produtivo debater crenças tão fundamentais). Trata-se, antes, de dizer que essas entidades não figuram no discurso das ciências, porque afirmações que as empregam não podem ser testadas empiricamente. Esse discurso naturalista é legítimo. Isto também parece óbvio, mas é preciso destacar que, quando se discute pluralismo e respeito à diversidade, por vezes se perde de vista que também o discurso científico deve ser respeitado, deve ser reconhecido como legítimo” (Folha de S. Paulo, 06/12/2008 – Tendências e Debates).

[9] Há indícios da história da psicanálise e da psicologia que revelam os conservadores do mundo todo e, particularmente, do meio religioso fundamentalista norte-americano também rejeitando as teorias de Freud (psicanálise), e preferindo a "psicologia analítica" e a linha psicoterapêutica desenvolvida por C. G. Jung, após sua dissidência com Freud, em 1914. Ao contrário de Freud, que se considerava um agnóstico, apesar de ter origem judaica, o psiquiatra suíço, Jung, sendo de formação protestante, construiu um sistema teórico de psicologia que não mais se caracterizava "psicanálise" visto que o próprio trazia mudanças consideráveis, tais como o abandono da psicossexualidade como premissa fundamental da teoria e clínica e sua aproximação com o misticismo e a religião, no mesmo sentido que demandava os puritanos ingleses e norte-americanos. Os puritanos norte-americanos queriam de fora da psicanálise os fundamentos psicossexuais e os residuais darwinistas, que Jung teria se submetido com uma teoria mais "ideológica" (ver Jones). É preciso esclarecer ainda, o descompromisso de Jung quanto à cientificidade de "sua" psicologia, ao contrário de Freud, que passou quase toda a vida tentando melhorar a cientificidade da psicanálise e não fazê-la uma Weltanschauung anticientífica, antiracional e anti-objetiva. Achava que ciência é um esforço organizado para ir além da "infantilidade religiosa" (sic!), "as próprias premissas da ciência são incompatíveis com as da religião". A ciência não é "ilusão". (Maiores detalhes escapam o propósito  desse artigo. Cf.: JONES, E, Freud: vida e obra, 1961, p.481-93 e GAY, P.Freud: uma vida para o nosso tempo, 1898, p.484-85 e 582-84)

[10] Cf.: MARTINS, M.V. O criacionismo chega às escolas do Rio de Janeiro: uma abordagem sociológica. Disponível em: http://www.comciencia.br . (2003).

 

 http://www.espacoacademico.com.br/095/95esp_lima.htm

Estão querendo implantar aqui essa praga importada, com nítida intenções políticas. O rabino Nilton Bonder tem uma leitura política semelhante ao texto, não custa repeti-la:

"A tentativa de corromper o intelecto humano para conter crenças e superstições é o maior desfavor que se possa fazer à religião e à espiritualidade, uma verdadeira heresia.

A leitura fundamentalista do texto bíblico não pode sequer ser considerada literal, mas política. Baseia-se mais no corporativismo e no monopólio do absoluto do que em qualquer compromisso com a verdade.

Uma corrupção inaceitável ferindo preceitos do próprio texto que condena a superstição e a feitiçaria — o desejo de manipular a realidade para conter uma vontade particular. Essa realidade particular, esse mundo partidário e incontestável, não se sustenta na experiência dos próprios fiéis exigindo esforço em práticas para obscurecer discernimento e sensibilidade.

Para tal faz-se mau uso da fé que acaba em mãos humanas servindo a pretensões de controle e poder".

Prezado Alexandre, sua postura, desta feita, condiz melhor com os denominados - letrados. Devo, sinceramente, parabenizá-lo. Esse é o caminho, andai nele. [Caio Graco]

 

Verifiquei que não percebestes o teor do meu comentário, o mesmo não propõe debate e sim uma reflexão, induzindo os leitores (mais sinceros) a uma atenção maior referente à busca pela verdade dos fatos que envolvem essa trama intitulada evolução, em seus vários aspectos e, primordialmente, sobre a questão subliminar. [Caio Graco]

 

Tenho por costume trabalhar, sistemáticamente, com objetivos e propósitos, e intento cumpri-los rigorosamente; os mais perscrutadores devem ter atentado ao fato, como é o caso do debatedor Romano. [Caio Graco]

 

Destarte, Alexandre, não me apresentaste nenhuma refutação ou contra-argumento propriamente dito, apenas questionamentos sem muita relevância e solicitações de provas mais concretas. Contudo, como pronunciei, me classifico acentuadamente sistemático, e meu objetivo nesta oportunidade é outro, como descrito acima. No tópico que antecedera a este, meu propósito, de fato, era o debate, no entanto, sem sucesso - ao passo de nenhum debatedor, na ocasião, ter sequer respondido ou debatido minhas dezesseis questões argumentadas. [Caio Graco]

 

Outro fator são meus afazeres e compromissos diários, todos sabemos que debates são geralmente desgastantes exigindo tempo e raciocínio. Observe que meus comentários, em grande parte e atualmente, são inseridos pela madrugada, e, por essa razão, no dia posterior acabo por não render como deveria (em outros aspectos da vida cotidiana). Portanto, inviável no momento. [Caio Graco]

 

Permita-me aproveitar o ensejo, para dirigir um recado a uma amiga.

- Marli, vejo que ainda não assimilou minha narrativa anterior, que pena, fui tão taxativo! Em nenhum momento disse que sou tolerante; antes, proferi ser um intolerante respeitoso, repito. Portanto, sem querer, reiterou o que eu já havia dito. Poderia ter prestado mais atenção, não acha? O exposto inspira-me uma metáfora, e, para o caso, julgo ser razoável : “ ... a mulher na ânsia de me perseguir, acabou por engolir o próprio vômito... . Que horror!” [Caio Graco]

 

“Num período de 37 anos pude constatar e posso afirmar o quão mal interpretado é o homem no mundo virtual através da fala ortográfica, isto é, através da escrita, porquanto, torna-se imprescindível o complemento do fator expressão facial, tom de voz e gestos para um parecer final honesto e preciso quanto a definição da personalidade de cada indivíduo.” [Caio Graco]

 

Despeço-me do tópico, sem acepção, desejando um forte abraço a todos, sem exceção.

Todavia, deixo-vos de sobreaviso: Existe a possibilidade de ainda enviar alguns vídeos apenas para reflexão. A propósito, impressionante como o ateu evolucionista Richard Dawkins pensou e raciocinou para mentir, não? Isso sim é feio, hein! Confira no vídeo acima enviado. [Caio Graco]

 

Ah, sim, quanto à acusação do (CTRL+C – CTRL+V), estou cônscio ser essa mais um pretexto estratégico no anseio de desqualificar o opositor. Certifique-se que esse não é o meu método adotado, utilizo muito sim e em demasia, a massa encefálica. Como solicitado, vou começar a informar as fontes, como demonstrado em todo texto. [Caio Graco]

 

                                 JESUS CRISTO É O CRIADOR DO MUNDO

                                                   ARREPENDAM-SE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"JESUS CRISTO É O CRIADOR DO MUNDO"

Uai!!! O cara e sua mãe nasceram há cerca de dois mil anos, séculos depois dos reis Davi e Salomão, milênios após o dilúvio, exodus e o escambau, como é que poderia ter criado, o que já existia quando nasceu, inclusive os antepassados da sua mãe?

Qual foi seu papel em Gênesis, que não aparece registrado? Das duas, uma: ou o cara realmente não estava lá para criar qualquer coisa, ou a bíblia é um livro mentiroso.

Não tô dizendo que esses crentes são uma cambada de malucos.

 

Quem foi que criou a criador, pastor? Será que ele é filho de chocadeira?

ixe, n, essa até eu sei: a Santíssima Trindade é una e trina, ou seja, só existe um deus, mas ele são três, quer dizer, cada um é cada um, mas eles todos são só um, ou melhor, são três, mas são um, é igual mas não coincide.

Entendeu? Psé, eu também não, mas não é pra entender mesmo.

[]s

Mario: Lembre que a Trindade ganhou o pleito contra a Dualidade. Ai, o discurso do crente seria outro ou não.

Abraço

Não, Caio, me perdõe, mas eu percebi o teor de seu comentário, sim. Aliás, é fácil percebê-lo. Quer que eu faça uma análise e decomposição dele? Não precisa, né. Até o Reino Mineral sabe quais são as suas intenções.

Agora, peço outro perdão, mas que papo aranha é esse de não propor debate? Então é assim, a gente expõe as coisas, você discorda, e fica assim, aceitamos suas divagações? Qualé? Tá com preguiça ou é mal intencionado mesmo. Isso aqui não é uma igreja, meu velho, portanto, não vou concordar com seus argumentos e quero respostas honestas. Ponto final.

E você se contradiz, descaradamente, a toda hora, hein? Caraca, quanta desfaçatez! Seu espelho não tem reflexo, é isso? Se você não quer debate, como quer refutações? A propósito, a coisa funciona bem assim como está sendo feita. Eu expus os argumentos mais aceitos na comunidade científica, testados e aprovados. Você, como não concorda, tentou levantar suas contrariedades. Ótimo! E ficou assim, barato? Eu quero os contra-argumentos como uma boa conduta num debate deve ser feita. Se você discorda da TE, bacana, maravilha, mostre os pontos devidamente refutados, com referências é claro, ou algum estudo de seu próprio punho. A conduta científica funciona desse jeito, se você não sabe. Chutes são para o campo de futebol.

Não me venha com essa conversinha mole de que não tem tempo. Todos nós temos. E eu não exijo nada assim tão elaborado, não. Sei que não virá nada mesmo, mas apenas informe as suas fontes e deixe de ser desonesto, como fez com o texto do Patterson e com a frase de Darwin. E é bom também nos dizer o que fez com o texto sobre a 2ª. Lei da Termodinâmica, lá no outro tópico, no qual você recortou a frase que lhe interessava e suprimiu o restante do artigo, que justamente depunha contra o seu próprio argumento.

Agora, se você não quer debater, se quer vir aqui expor suas bobagens e não ser criticado, sinto muito, mas a mariposa pousou no lugar errado. E que ninguém me venha cobrar tolerância, pois eu não tenho alguma.

Alexandre

O problema do Caio é que ele simplesmente copia informações genéricas que são colocadas nos sites criacionistas, quando se começa a analisar com cuidado estas informações e mostrar as suas contradições, ele se embanana todo, pois no início de sua fala parecia que tudo era dele (uma forma de não deixar os outros irem a origem da informação e questioná-la corretamente).

 

Depois temos que dar um desconto para ele (Caio) simplesmente porque ele usa o método de todos os criacionistas, é tudo genérico sem sitar fontes para que não haja constatação, eles gostam de frases do tipo: - Phd Fulano de tal, prêmio isto disse....

 

Eles simplesmente não dizem que o Phd é formado em História e está falando sobre biologia! Com o tempo vai se descobrindo como atuam estas pessoas!

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