NIÓBIO, MINERAIS, COMODITIES NO PROGRAMA.
Em março de 2012, publiquei o tópico MOVIMENTO POR UM PARTIDO.
No texto dessa publicação declaramos que: O estatuto não permitirá desvios da rota traçada. Tudo deve ser elaborado de tal modo que não haja disputa do poder só pelo poder; por mais ardilosa que seja. E um investimento de, pelo menos, 15% do PIB na EDUCAÇÃO, como parte inerente do programa, é o âmago desse texto.
Infelizmente, nenhum partido usa princípios tão avançados e necessários para o pleno desenvolvimento social e econômico do Brasil.
Primeiro, o governo declara que o aumento do investimento na educação quebra o país.
Segundo, em solidariedade com essa posição, quem aspira chegar ao poder declara que os pífios 5% investidos, hoje, só necessitam de uma boa gestão.
Todos, sabemos que desvios existem e sempre vão existir. Porém, o volume de recursos é tão pequeno que mesmo sem qualquer desfalque, não é possível melhorar o ensino público nem remunerar com um pouco de decência os professores.
Ambos ficam atrelados ao financiamento privado, tornando-se reféns desse execrável sistema imposto pelos setores:
Financeiro, pelas grandes empreiteiras, pelas construtoras, pelas multinacionais, pela lavagem de dinheiro etc. Assim, fica impossível baixar os juros, aumentando a dívida pública; as obras são superfaturadas e de qualidade duvidosa; os imóveis ficam caros devido ao custo do dinheiro e da ganância; os carros e eletrodomésticos aumentam os preços devido ao envio de royalties, remessas de lucros para o estrangeiro e impostos que são arrecadados para o governo pagar os juros ao sistema bancário, amortizando a dívida interna e a famosa lavanderia que branqueando o dinheiro sujo lança nosso país nessa calamidade que é a segurança pública.
Ambos fazem vista grossa, em seus programas político e de governo para um fato que deixa o país vulnerável: Continuamos sendo um país exportador de matérias primas, as denominadas comodities: Soja, café, milho, açúcar, carne, minério de ferro, alumínio bruto, metais nobres e o NIÓBIO. Importamos produtos com tecnologia avançada e nesse caminho continuamos no atraso.
O Nióbio.
É um metal com número atômico 41. Suas principais aplicações: Aços inoxidáveis, ligas especiais usadas em tubulações para o transporte de petróleo, na indústria nuclear, nos motores a jato, devido à alta resistência à combustão é usado na fabricação de foguetes, em supercondutores etc. Tem, portanto, uma vasta área de aplicações.
O Brasil detém mais de 95% desse precioso metal. As jazidas estão localizadas em Araxá –MG, Catalão-GO, Itambé-BA e a maior, em São Gabriel - AM.
A maior mina, em atividade, é a de Araxá, explorada pela CBMM, controlada pelo grupo Moreira Salles que controlava o Unibanco, atualmente, incorporado pelo Itaú.
Em Catalão, a produção é controlada pela Anglo American.
O Brasil, praticamente, não beneficia, não cria valor agregado. Exporta como matéria prima a um preço vil. No exterior, o produto é vendido para as indústrias por valor muito maior, gerando grandes lucros. Há denúncias de que o Nióbio esteja sendo contrabandeado, em grande volume. Outro minério com denúncias de contrabando é o Tântalo.
Calculam que os prejuízos causados ao Brasil; pelo baixíssimo preço e pelo descaminho; devem estar na faixa de centenas de bilhões de dólares.
Um país sem educação, cujas elites que o governam e outras que se candidatam para governá-lo; mas não apresentam um programa para mudar esse quadro de desmando, de pilhagem das nossas riquezas; que futuro terá?
Fazem oposição, quando se trata de investir os 15% na educação, mas se omitem a situações como essa.
Esse assunto do Nióbio foi escancarado pelo Wikileaks, porém como envolve banqueiros, dizem que TV (também) e muitos figurões, então, pouca notícia é lançada para o grande público.
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