Quando decidimos ser ateu? Ter fé não é uma decisão e nem uma necessidade é apenas transcendência.
Em sua obra O Futuro de Uma Ilusão (1927, 1961) que Freud explica sua posição: Idéias religiosas surgiram das mesmas necessidades de que surgiram todos as conquistas da civilização: da necessidade de defender-se da impetuosa e superior força da natureza. (p.21)
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Permalink Responder até Rogério Maestri em 10 março 2012 at 15:19
Cristóvam
O modismo hoje em dia é ser religioso (ou demonstrar religiosidade), não me lembro quando o Pelé jogava na seleção de nenhum jogador dedicar seus gols a Cristo, agradeciam ao Rivelino por ele ter cruzado a bola com precisão.
Está ficando até ridículo, um lutador de MMA amassa a cara do outro e deixa o adversário inconsciente e agradece à Deus o auxílio que ele lhe deu por ter nocauteado o adversário!
Tudo é atribuído ao senhor, daqui a alguns dias vai aparecer um louco que matou vinte pessoas e vai agradecer aos senhor por ter conseguido novo recorde em homicídios.
Permalink Responder até Cristovam Nunes em 11 março 2012 at 20:51
Rogério,
Então você entende que aquele gestual de jogadores de futebol é um sinal de religiosidade? Não será apenas uma forma consagrada pelo costume? Será que esses jogadores creem em Deus e entende pela religião o alcance do gesto, ou apenas mecanicamente seguem uma forma que lhes foi ensinada como agradecer o que ele supõe seja obra divina.
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Permalink Responder até Antonio em 10 março 2012 at 16:04
Antes é preciso definir a qual denominação ateísta você quer pertencer. Aos moderados, á qual creio que o Maestri pertença, aos militantes ou ao fundamentalismo ateu - onde militam caras como Dawkins, Sam Harris, Dennet e tantos outros. Isto é, o que você quer? Se ateu ou neoateu.
O perfil exibicionista e cult, ou modismo, é cosia dos neo ateus - com seu determinismo niilista e iconoclasta. Não raro, são jovens e de classe média e brancos, grosso modo.
Permalink Responder até Cristovam Nunes em 11 março 2012 at 20:53
Antonio,
Estou me referindo aos que não creem na existência de Deus, sem importar com que intensidade ou temporalidade isto ocorra.
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Permalink Responder até Emilia em 12 março 2012 at 8:22
Cristovam, bom dia. Vejo que continua firme e confortavelmente sentadinho aí em sua poltrona, dizem as más línguas que na sede do seu latifúndio em MT kikiki. Sai daí não, viu, falou? Um abraço.
Permalink Responder até Cristovam Nunes em 13 março 2012 at 11:18
Emilia,
Eu adoro as ilações - latifundio é! - beleza! mas a boneca do sitio do pica-pau-amarelo é muito sapeca, vc também se aventura por estas bandas? hahahahah, fica com Deus.
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Permalink Responder até Emilia em 14 março 2012 at 9:38
Cristovam, esperemos e queiramos então, "se latifúndio é", que seja produtivo. Falou?
Permalink Responder até Cristovam Nunes em 16 março 2012 at 18:52
Mas me diga lá, do pica-pau-amarelo. hahahahah
quem vai determinar se o latifúndio é ou não é improdutivo? quem dimensiona o que é ou não é latifúndio, que comparativos serão exibidos para que se afirme: isto é um latifúndio? se suas resposta se ativer ao tamanho e ao governo, há controvérsia. Se não vai chegar o momento que a ONU requererá a China, ou a Indica, ou a Rússia ou os EUA ou o Brasil como latifúndio e improdutivo.
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Permalink Responder até Emilia em 12 março 2012 at 8:19
Espero esta resposta saia no lugar certinho ( achei link.) Ou então, RA.... (não lembro agora) mas é sobre Antonio o comentário (bom dia Antonio, como vai?)
Achei o tópico interessante e achei a sua resposta uma sacada muito bacana, sobre um ponto de vista que jamais havia pensado. Se há muitas formas de afirmar a idéia de Deus, igualmente, ao contrário do que nos parece á primeira vista, há também várias formas de negá-lo. (lembrando agora que o próprio Diabo, equivocado a este respeito, funda sua Igreja na terra, confiando que seu sucesso será justamente este: a crença de que só há uma forma de negar a idéia de Deus. Deu com os burros n’água. Maiores detalhes no conto magistral de Machado de Assis, “A Igreja do Diabo”. Lindo!)
Afirmar ou negar, não necessariamente neste ordem, são, me parece, necessidades atávicas do ser humano. E, por serem atávicas, não são questão de moda, embora ambas as posturas, concordo, viraram tendência. Quanto a Freud, aquele que explica tudo e não resolve nada, dado o meu pragmatismo, realmente não tenho com o pensamento dele maior intimidade. O seu ex amigo e seguidor, dizem as más línguas “grande desafeto” depois que discordaram, Jung, deste li toda obra, gostei, repeti algumas. A psicologia analítica, embora desperte nos freudianos e lacanianos o mais absoluto desprezo, muito me agrada. Prá mim, desconfio, não posso jurar, claro, se Freud tivesse tido tempo, se tivesse vivido mais, teria revisto muito do que escreveu. ( não me perguntem o que, porque, como disse, nunca li as obras completas de Freud). Só intuição mesmo. Contudo, seja Deus ou Freud o assunto, ou os dois, eu sempre peço a ambos, em minhas orações, que me livrem, não própriamente deles. Mas de seus seguidores ou detratores fanáticos ( ambos lados de uma mesma moeda).
Permalink Responder até Antonio em 12 março 2012 at 9:02
Bom dia Emília!
Questionar a existência de deuses sempre foi algo inerente ao homem. Isto é, o ateísmo sempre existiu. No entanto, o ateu vivia e deixava viver. Hoje em dia, temos uma versão pós moderna desse ateísmo: mais beligerante, militante e determinista. Ou seja, a ciência viria para explicar tudo - agora ou no futuro. O tal neotaoismo é sexista, neo liberal e de direita é [só ler os livros do Sam Harris defendo o Estado mínimo].
O site ateu "Bule voador" [refletindo sobre o próprio movimento], talvez o mais centrado e melhor de todos, no gênero, no Brasil, tem colocado uma série de posts de um ateu, inglês, Stephen Bond, questionando o neoateísmo.
///...Fóruns online, de qualquer tema, podem ser lugares proibidos para novatos; com o tempo a maioria deles tende a se tornar dominada por pequenos grupos desabe-tudos irritadiços que estampam suas personalidades no modo de proceder. Mas fóruns céticos são unicamente projetados para esse tipo de pessoa. Um fórum cético valoriza (e em alguns casos, transforma em fetiche) ‘nerdice’ competitiva, esperteza gratuita, demonstrações machonas de erudição. É uma reunião de homens durões da racionalidade, batendo em seus peitos, exibindo sua lógica muscular, olhando de soslaio para comparar seu dote cético com o do cara ao lado, farejando o ar em busca de sinais de fraqueza. Juntos, criam uma atmosfera opressiva de vestiário suado que ajuda a manter setores demográficos indesejáveis de fora....///
///....O ceticismo, é claro, é apenas um dos muitos interesses online que atraem sexistas mal-enrustidos. Mas a atração particular do ceticismo é também seu problema em particular: ele permite que o sexista disfarce seu preconceito como racionalidade e “bom senso”. Você pode encontrar caras assim facilmente em fóruns céticos: a palavra “feminismo” faz com que rastejem para fora, como lesmas depois de um aguaceiro. Para eles, o feminismo é uma disciplina não científica (mas como poderia ser de outra forma?), tão sem sentido quanto astrologia ou Catolicismo Romano, e está maduro e perfeito para ser refutado. Eles concordam com a liberação feminina, dentro do bom-senso; mas agora já foi longe demais, e a mão firme da razão deve segurar as rédeas. A razão, de maneira bem estranha, parece nunca perturbar seu próprio agarramento ao poder. Ela está sempre do lado do patriarcado...///
///..Um exemplo recente chocante aconteceu depois da chamada controvérsia do cara do elevador. Em uma conferência cética em Dublin, a proeminente Rebecca Watson (também conhecida como “Skepchick“) recebeu uma proposta de algum doido em um elevador às 4 da manhã. Ela educadamente recusou e depois fez um vídeo sobre o incidente dizendo que, caras, cantadas de elevador não são uma ideia muito boa. Justo, você pode pensar. Mas previsivelmente para a comunidade cética, suas palavras incitaram a fúria de um grande número de sexistas, inclusive do Prof. Richard Dawkins, que não conseguiu resistir a arrastar para o campo um de seus outros preconceitos. Vale a pena citar suas palavras na íntegra:
Querida Muçulima,
Pare de choramingar, tá bom? Sim, sim, eu sei que seus genitais foram mutilados com uma lâmina, e… bocejo… não me diga de novo, eu sei que não permitem que você dirija um carro, e você não pode sair de casa sem um parente homem, e seu marido tem permissão para bater em você, e você será apedrejada até a morte se cometer adultério. Mas pare de choramingar, tá bom? Pense no que suas irmãs americanas sofredoras tem de aguentar.
Essa semana mesmo eu fiquei sabendo de uma, ela chama a si mesma de “Skepchick“, e você sabe o que aconteceu com ela? Um homem em um elevador de hotel a convidou para tomar café em seu quarto. Não é exagero meu. Ele convidou mesmo. Ele a convidou para tomar café em seu quarto. Claro que ela disse não, e claro que ele não encostou nem um dedo nela, mas mesmo assim…
E você, Muçulima, acha que tem misoginia pra reclamar! Pelo amor de deus, cresça, ou pelo menos deixe de ser tão sensível....///
///...Economia. Muitas das alegações da economia de livre-mercado, como a noção de crescimento sem fim, soavam bastante duvidosas para meus ouvidos céticos, e ainda soam. Já vi exposições céticas de esquemas Ponzi (esquemas de pirâmide, em que as pessoas são incitadas a comprar uma ideia da qual apenas uma pequena minoria no tipo tem chance de lucrar) e da Sea Org da Cientologia (em que, para conseguir pagar os produtos e tratamentos mais desejáveis do curso, os membros mais pobres são forçados a escravizarem-se em empregos de merda por um salário miserável ou, caso contrário, arriscarem a infâmia e a destituição), mas ainda não vi um cético fazer a observação óbvia de que ambos esses esquemas são o capitalismo em miniatura....///
Permalink Responder até Cristovam Nunes em 13 março 2012 at 11:32
Emilia,
Faz sentido, Freud, segundo algumas outras fontes, foi obrigado a inventar o complexo de Édipo, como disfarce pra suas verdadeiras idéias, mas também não sei.
Mas Emilia, certa feita me pediram para provar a existência de Deus, a tangente me salvou e lhes propus o contrário, prove-me que Ele não existe.
Mas vamos nos reportar ao maior e precursor das idéias ditas de esquerda, Karl Marx, Ele foi feroz inimigo da religião, mas não conheço em sua literatura nenhuma alusão a inexistência de Deus. Claro que posso está enganado, mas não conheço.
Mas Emilia, quando afirma que Deus é uma necessidade atávica do ser humano, está indiretamente concordando com Freud. Veja os dois blocos que postei sobre o que ele falou...
Falou...
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