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Caros amigos,chega a ser medíocre a perseguição dos meios de comunicação,sobre os nomes cogitados para compor o futuro Ministério do governo Dilma.

Funciona assim: Alguem "planta"na imprensa,um nome,que seja próximo e portanto provável convidado futuro,e a partir de injúrias e difamações improcedentes,o PIG,começa a campanha de difamação deste nome,levantando seu passado e sua vida pregressa,e qualquer deslize que esta pessoa porventura tenha tido na vida particular,ou o simples fato de ter tido qualquer envolvimento a serviço do Estado,ligam-no a "esquemas"inventados e esperam com a bola levantada,esperam que este nome seja antecipadamente rejeitada e crucificado pela crítica à qual alimentam.

Então está aberta a caça aos nomes que nunca tiveram pecados.

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Pois há certas coisas, ponderado amigo Raí, das quais não tem como abrir mão, assim como caroços que não dá pra engolir. Entalam, quaquá!

A devassa sobre vidas pregressas de aspirantes a cargos públicos foi sempre notória, de objetivos parte fofoqueiras parte de interesse legitimamente jornalístico e concordamos contigo que é preciso haver leitura crítica sondando as entrelinhas, os balões de ensaio e as frituras. Por esse motivo é que doutor Antonio Ermírio de Morais e Silvio Abravanel nunca mais quiseram chegar perto de política partidária, que é pra profissionais, com seu código de ética peculiar e sua coleção de couraças.

Assim sendo, zezita soube com imensa felicidade que se articulam gestões no sentido da manutenção de Juca Ferreira à frente do Ministério da Cultura, esse minc estratégico de relevância nacional maior que o ministério da defesa ou do ataque e que opera políticas fundamentais ao desenvolvimento político e à consolidação de uma consciência nacional ligada a arte e cultura não como acessórios, mas como cesta básica essencial pra combater a fome de esperança e o mortalidade precoce da criatividade popular. Portanto: "Fica Juca e manda os juquinhas às favas!".

Porque há coisa de uma semana aventou-se a hipótese da investidura de Gabriel Chalita pro mesmo minc, e isso seria entregar a moeda do tio Patinhas à guarda de Maga Patalógica. Haveria que acontecer um motim urbano plenamente justificado somente pra bloquear tamanho descalabro e tão desavergonhada tentativa de transformar cultura em feira livre de negócios obscuros, preponderância da auto-ajuda como linha mestra cultural e critérios em "famiglia" pra liberação de recursos e incentivos.

Um cara com "flexibilidade" pra encabeçar a Secretaria da "Cultura" Alckmin (ou educação, nem gostamos de relembrar), convivendo diariamente com geraldinho, dona Lú, Andrea Matarazzo e donas de butiques chique e padrecos da pastoral dos ricos, ser cogitado pra Ministro da Cultura é pra chamar comadre Rousseff de lado e pedir: "Devolve meu voto, senhora, porque pra isso eu teria votado no careca". Quaquá!

D'accord todos sobre acórdãos, acertos, negociações sobre nomes e capivaras. O estômago democrático consegue digerir pavões, cobras e sapos. Mas tem certos limites e com o minc não se brinca, pô. É de importância estratégica. Botar opus-dei dentro da cultura é querer fazer cultura voltar à Idade Média.

Mas que saco de gatos pardos, non? Xô xuá!

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