Quem é essa mulher, que segue adiante, porta estandarte,
Que carrega consigo, nossas bandeiras, com muita arte,
Nossas bandeiras, tecidas no linho, do sonho e da esperança,
Quem é essa mulher, altiva porta estandarte, guerreira que não se cansa?
Quem é essa mulher, de veias e sangue, de músculos e de vontade (re) vestida,
Que faz da rebeldia o seu norte, a sua bússola e a condução de sua vida,
Insubmissa, aos que a querem submissa, aos seus caprichos e às suas veleidades,
E que por vezes a apedrejam, em rompantes covardias, e instintivas crueldades?
Quem é essa mulher, a quem rebenques não curvam, guerreira em suas vontades,
Que vem da madrugada, da noite mal dormida, dos raios e das tempestades?
Aquela, a que buscam submetê-la, mas tremem, ante a viva força do seu destemor,
Quem é essa mulher, moldada em fatias de amor, do puro ferro e também da flor?
Quem é essa mulher que traz no rosto a marca das manhãs ensolaradas,
Da força irresistível dos ventos, que partem do interior bravio, nas madrugadas?
Quem é essa mulher pequena que cresce na luta, e vibra, e explode, quando solta a fala,
Quem é essa mulher indomável, que estremece o ímpio, e ao próprio filisteu cala?
É para essa mulher guerreira, que traz a bandeira de sua gente, no lado esquerdo do peito,
Que digo: obrigado,companheira, teu nome é símbolo de heroísmo e traduz respeito,
Você que honra as nossas bandeiras, desfraldando-as, à Everest amplidão,
É nossa porta estandarte, e quem melhor define nossa gente, com vigor e determinação.
Dr. Fernando Enéas de Souza
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