O MASSACRE DO FUNCIONALISMO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Com certeza será muito difícil que alguém encontre um servidor concursado, daqueles que eliminaram até milhares de candidatos por uma vaga, seja ela de nível fundamental, médio ou superior, que tenha votado em Alckmin ou Serra. O descaso para com os servidores estaduais teve início ainda no governo Covas e prosseguiu de maneira cruel e revoltante com alckmin e Serra e agora, com toda certeza, terá continuidade, novamente, com o recém-eleito Alckmin.
O que se tem dado no governo tucano não são reajustes, nem mesmo a reposição da inflação, mas bônus para determinadas categorias em certas épocas, e gratificações vergonhosas, que são retiradas quando o servidor se aposenta. Assim, e essa é uma terrível realidade, há servidores que estão há mais de dez anos sem um centavo de reajuste. É o meu caso, que posso comprovar com os demonstrativos de pagamento que tenho arquivados, ou que estão nos arquivos da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
Vale ainda dizer que tal situação agravou-se por ocasião da reforma da previdência, cujas Emendas Constitucionais 41 e 47, votadas sem que o presidente Lula tivesse pleno conhecimento do que se tratava, massacram os servidores concursados efetivos, regidos pelo EFP e os concursadas, também com função de natureza permanente, regidos pela Lei 500/74.
Essa maldita reforma, cria de FHC (que precisa ser reformada), não deve escapar às aos olhares de Dilma Roussef, que já demonstrou preocupação com a situação de miséria na qual vivem os servidores públicos de todo o país, cujos Estados aderiram à tal reforma.
Hoje um encarregado de compras de qualquer hipermercado, sem nenhum concurso público, recebe o triplo do que um na mesma função no serviço público do Estado de São Paulo. E não digo que o funcionário privado não mereça o que recebe. Apenas acredito que o concursado do Estado, que estudou arduamente para um concurso público, eliminado milhares de candidatos, deveria ter uma sorte similar.
Pelo exposto e pela insustentabilidade da situação, o próximo governo do Estado de São Paulo irá conviver com inúmeras greves reivindicatórias, situação para a qual espero não ver uma repressão policial violenta como a praticada pelo tucano que, embora tarde, se foi.
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Permalink Responder até Cairbar Garcia Rodrigues em 14 novembro 2010 at 23:09
Permalink Responder até Cairbar Garcia Rodrigues em 15 novembro 2010 at 2:19
Permalink Responder até CLAUDIO DOS SANTOS em 14 novembro 2010 at 20:20
Permalink Responder até Cairbar Garcia Rodrigues em 14 novembro 2010 at 23:11
Permalink Responder até Bayardo Brizolla em 16 novembro 2010 at 0:22
Permalink Responder até Cairbar Garcia Rodrigues em 16 novembro 2010 at 1:55
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