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Doutores no batente universitário

 

Uma pesquisa realizada pelo CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico - revela que 77% dos doutores brasileiros continuam na
universidade depois de formados. O certo é que o setor privado do Brasil
necessita de pesquisadores, mas eles não deixam o batente universitário.
Infelizmente, o país tem apenas 5% dos formados em áreas como engenharia e
tecnologia. Aliás, há uma ligeira crítica que mesmo atuando dentro das
universidades, são poucos os doutores que ficam na sala de aula estão sempre no
setor de pesquisa. E mais: Outros 11% deles atuam na administração pública, após
serem aprovados em concursos. Já a indústria de transformação concentra 1,4% do
total; a indústria extrativa, 0,42%; empresas agrícolas, 0,41%; a área de
informação e comunicação, 0,23% e a construção civil, 0,22%. Os demais têm o
próprio negócio ou estão distribuídos por setores mais segmentados.

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Respostas a este tópico

Os Doutores brasileiros ,principalmente da área de Educação ficam sim  em Universidades,trabalhando em "Pesquisas",mas a publicação jamais aparece.Ficam alí com o dinheiro público comprando carro novo,dá,quando querem algumas aulas e voltam para a pesquisa.

Em outras áreas tem aparecido alguns resultados,mas pouquissímo aparece.

O título vem apenas para deixá-los vaidosos.

É uma situação catastrófica ,mas o CNPQ gosta de enviar recursos e saber que tem gente """"Selecionada""" nas Universidades e que estão produzindo.

É preciso sair ,falo das críticas, daqui e caminhar para denúncias.

 

Errata:"dá " para  dão,quando querem,algumas aulas...

É triste ver que o CNPq descobriu agora o que já vínhamos discutindo e denunciando há algum tempo. Pelos resultados apresentados, parece que o CNPq não pesquisou quanto tempo os doutores se dedicam a projetos particulares, às consultorias que prestam ao setor privado. Alguns deles raramente aparecem para dar aulas, outros exploram a mão de obra de estagiários e bolsistas e um outro grupo usa a estrutura de laboratórios para vender serviços a preços inferiores aos de empresas privadas que vivem disso.

Tenho amigo que fez doutorado na área de meio ambiente e hoje é fiscal de meio ambiente; uma conhecida voltou há seis meses de um pós-doutorado em biologia molecular e não consegue se colocar no mercado.

Sinceramente, eu me pergunto se ao setor privado brasileiro precisa, de fato, de tantos especialistas. O setor de consultoria de projetos se estruturou para gerenciar projetos, não produzí-los. Hoje as empresas possuem inúmeros caciques e contrata os índios como pessoas jurídicas, para diminuir custos. Não há muito interesse em manter equipes de especialistas por muito tempo. Esses especialistas devem constituir suas próprias empresas prestadoras de serviços. Só que tudo envolve lucro para a grande projetista e para o cliente, de modo que não importa a qualidade do serviço, mas o preço a ser contratado. Então o profissional mais qualificado não é necessáriamente a melhor opção.

Volto a bater na mesma tecla: o título do doutorado não garante qualificação! Não será um doutor  com 28 anos de idade e nenhuma experiência de campo que vai dar as resposta que as empresas de engenharia necessitam para resolver problemas surgidos durante a construção de uma obra. O descompasso entre a formação acadêmica e as necessidades da empresa fazem com que ela procure profissionais mais experientes. A culpa é da produção em série dos diplomas.

Acrescento uma crítica adicional: muitos pós-graduados ingressaram no serviço público, principalmente em agências como ANA, ANATEL e ANEEL e também nas estatais. Nas licitações públicas para projetos de engenharia passaram a adotar critérios essencialmente acadêmicos para a pontuação das equipes técnicas que participam das concorrÊncias. A experiência não importa mais, o que importa é a quantidade de canudos. Um engenheiro com trinta anos de experiência em engenharia não vale mais que um rapazola de 28 anos com  diplomas de MBA, mestrado ou doutorado. O serviço público está menosprezando a excelência técnica.

Nas agências, os concursados pós-graduados estão reescrevendo manuais e resoluções para ajustarem as funções da agência aos seus interesses acadêmicos frustrados. PAra que tenham uma idéia, o licenciamento ambiental de projetos hidrelétricos precisa da aprovação de FUNAI (índios), IPHAN (patrimônio histórico e cultural, CECA (cavernas), ANA (agência de águas), além do órgão ambiental, que deveria ser o único responsável pelo processo. Em Minas Gerais ainda tem mais uma instituição, relacionada ao bem-estar social.

Por isso não acredito mais quando ONGs e essas instituições citadas escrevem pareceres contrários a projetos sob licenciamento ambiental.

 

 

 

Temos que agradecer aos miitares que fizeram uma lavacao cerebral na meninada e nao existem mais verdadeiros cerebros. Os verdadeiros foram la pra fora e nao teem razao para voltar para ess situacao verdadeiramente calamitosa.

Tenho uma amiga, com um filho de 15 anos, que e um genio. Ganhou 3 anos seguidos de competicao de matematica, se ensinou programacao, se ensinou ingles, se ensinou eletronica e inventa coisas incriveis. Aos 11 anos teve um projeto roubado, na escola. Agora esta usando o internet para aprender de tudo. Aprendeu fotografia atraves do internet, ingles, etc.

Se ele fosse para uma universidade brasileira ele ficaria enjoado, morreria de tedio.

Ele tem projetos incriveis. Com 15 anos... ja viu

As escolas que frequentou, os professores zombavam dele e o chamavam de CDF. Se nao existe lugar para os cerebros jovens, que dira para os cerebros mais velhos. O Brazil esta fazendo de conta que e grande.

Da vontade de chorar!

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