Portal Luis Nassif

Informação

Nanotecnologia

O Brasilianas.org quer discutir um pouco mais a Nanotecnologia. Qual o cenário da nanotecnologia no Brasil? Como ela pode contribuir para soluções praticas, a exemplo dos tratamentos de saúde? Participe e amplie esse debate.

Membros: 40
Última atividade: 2 Fev, 2012

Entenda a Nanotecnologia

Temos no Portal um conjunto de Informações sobre o tema, acompanhe:

Vídeo produzido pela Renosoma e Produtora - Ùltimo Ato
Clique aqui para acessar todos os vídeos.
Do Canal Temático Inovação
Produção e desenvolvimento de nanotecnologias no país se concentra na região Sudeste

Do Canal Temático Energia

Nanotecnologia colabora para conversão de energia biomecânica em eletricidade
Nanotecnologia para geração de energia

Da Agência Dinheiro Vivo
Estado não incentiva participação de entidades civis em pesquisas de nanotecnologia
Brasil apresenta maior potencial em nanotecnologia, entre Latinoamericanos

Por Richard Domingues Dulley
Nanotecnologia - Diversos estudos

Do Blog de Renato Chimiri
Pesquisador da Embrapa de São Carlos ganha prêmio nos EUA

Participe da discussão e envie seus estudos, trabalhos, vídeos e experiências sobre nanotecnologia.

Fórum de discussão

FICÇÃO CIENTÍFICA 4 respostas 

A nanotecnologia teve seus visionários, que talvez tenham enxergado antes de mais nada cenários futuristas de máquinas construidas com átomos, partes de máquinas ainda maiores, mas sempre infinitas…Continuar

Tags: científica, ficção, nanotecnologia

Iniciado por Roberto Plácido Teixeira. Última resposta de Roberto Plácido Teixeira 29 Out, 2011.

NANOPARTÍCULAS 1 resposta 

NANOPARTÍCULASÉ dignificante saber que a ciência através dos seus profissionais cientistas, colaboram em pesquisas, com o propósito de melhorar o progresso de uma nação e, acima de tudo, descobrir…Continuar

Iniciado por RICARDO CÂMARA. Última resposta de Luiz Sampaio 29 Mar, 2010.

Nanotecnologias

Em Minas, uma empresa do grupo GP Garantia, a Magnesita, que foi de propriedade, entre outros, de Newton Cardoso, está investindo ao menos 6 milhões de reais em nanotecnologia. A empresa é fabricante…Continuar

Iniciado por josé maria furtado 24 Mar, 2010.

Caixa de Recados

Comentar

Você precisa ser um membro de Nanotecnologia para adicionar comentários!

Comentário de Roberto Plácido Teixeira em 27 outubro 2011 às 16:16
Para que serve nanotecnologia além de fazer sopa de bruxa? http://www.youtube.com/watch?v=zqyZ9bFl_qg&noredirect=1
Comentário de Ataíde Coutinho de Jesus em 9 dezembro 2010 às 22:07

site da AC5 Nano que desenvolve materiais mais resistentes que o kevlar para aplicação aeronauticas:

http://pubs.acs.org/journal/ancac3

 

Comentário de Luiz Sampaio em 4 abril 2010 às 23:01
Caro Paulo Martins,

Venho fazer uma réplica a fim de trazer mais clareza a discussão. Isto poderá trazer benefícios para os leitores do blog.

- É verdade que a política tem seu papel. Os governos incentivam algumas áreas da ciência, ditas estratégicas, com o objetivo de obter retorno econômico mais rápido, mais garantido. O MCT, o CNPq, as fundações de amparo à pesquisa dos estados fazem isso, basta ver os editais.

Mas o que faz o cientista pensar em ciência até enquanto dorme é a sua própria motivação, é algo interno a si. Na verdade são os "problemas do momento" que servem como sua maior motivação. Resolver o problema que ainda está em aberto é a única corrida que lhe interessa. Os experimentos vão se tornando mais sofisticados, os computadores mais potentes, e assim os problemas vão sendo resolvidos, a natureza vai sendo desvendada. A ciência avança no dia-a-dia dos laboratórios. Quem diz pra onde ela deve avançar são os cientistas.

Em um dos posts da Helô se fala sofre uma das febres do momento, são as várias estruturas do carbono. Entre elas, a principal vedete é o grafeno, que é uma única folha de átomos de carbono. A descoberta foi feita simplesmente porque este era um problema interessante, estava na fila para ser resolvido, e note, era interessante somente para os cientistas. Se o grafeno vai substituir o silicio e dar surgimento a uma nova eletrônica e a uma nova indústria, aí sim vai depender das políticas de financiamento. O mesmo ocorreu com o laser, o transistor, o radar, a ressonância magnética nuclear, os raios-X, etc.

A decisão de se fazer a bomba atômica foi política, isto é certo. Mas a física envolvida já era bem conhecida dos cientistas da época. Era subproduto de algo importante que foi desenvolvido 20-30 anos antes, a Mecânica Quântica.

Fiquem tranquilos que a ciência e para onde ela caminha sai do suor dos cientistas, sai dos laboratórios, e jamais da cabeça dos políticos. Ciência é uma atividade técnica.

- Nossa sociedade tem seus orgãos responsáveis para discutir onde investir. Em São Paulo, um deles é a FAPESP, no Rio a FAPERJ. No âmbito federal tem o MCT. Neles têm cientistas e representantes da indústria, basicamente. Eles são os representantes da sociedade para as questões de ciência. É assim que a sociedade está organizada.

O que seria um debate público? Quem participaria? Que fim prático isto traria? Como isto poderia funcionar na realidade?

- No site do CNPq tem um relatório com vários dados. Olhe aqui http://www.cnpq.br/estatisticas/index.htm ou http://www.cnpq.br/cnpq/relatorio.htm .

Mas relatórios de projetos individuais não são públicos, nem aqui nem em qualquer outro país.

- Sim, é interessante saber que consequências podem trazer as nanopartículas para o meio ambiente e para os seres vivos. Só disse que este é somente um entre os vários problemas interessantes, e não é uma questão recente. As nanopartículas são usadas na indústria há muito tempo, na indústria de tintas por exemplo. Há também produção de nanopartículas na natureza. E como disse num post, aqui nesse blog, quem dirige no trânsito de São Paulo já inala nanopartículas. Não precisamos nem falar de nanotubos de carbono produzido nos laboratórios.
Comentário de Paulo Martins em 31 março 2010 às 19:16
CAROS COLEGAS DESTE GRUPO

Andrew Maynard , IMPORTANTE PESQUISADOR DAS NANOTECNOLOGIAS , QUE TRABALHA NO USA, PUBLICOU UM TEXTO INTITULADO Ten things everyone should know about nanotechnology safety PARA QUEM TIVER INTERESSE EM LER ESTE TEXTO AI VAI O LINK
http://community.safenano.org/blogs/andrew_maynard/archive/2009/08/...

ABRACOS

PAULO MARTINS
Comentário de Paulo Martins em 27 março 2010 às 15:47
CARO LUIZ SAMPAIO

QUERO AQUI EXPLICITAR AS MINHAS DISCORDANCIAS AS SUAS AFIRMACOES
1) QUE A QUESTAO 'E TECNICA DO PONTO DE VISTA CIENTIFICO OU ECONOMICO
MUITO PELO CONTRARIO. A PRODUCAO DE CIENCIA E DE TECNOLOGIA NAO E NADA TECNICA E SIM POLITICA. AS OPCOES TECNOLOGICAS SE DAO MUITO LONGO DOS LABORATORIOS. QUE O DIGA A ENERGIA NUCLEAR, BOMBA ATOMICA, CONTAMINACAO AMBIENTAL GLOBAL, ETC, ETC, ETC FAZER CIENCIA E UMA AIVIDADE POLITICA E NAO TECNICA COMO VC ACREDITA
2) DEBATE PUBLICO NAO TRARIA QUALQUER BENEFICIO.
POR TRAZ DESTE ARGUMENTO ESTA O PRESSUPOSTO DE QUE SO PODE DEBATER SOBRE NANOTECNOLOGIA SO QUEM ENTENDE DE NANOTECNOOGIA. O P'UBLICO (QUE PAGA AS PESQUISAS) NAO TEM NADA A DIZER. OS IMPACTOS DA NANO SAO SOBRE TODA A SOCIEDADE, MAS DISCUTIR SOBRE ISSO SO OS ENTENDIDOS. A SOCIEDADE E BOA PARA ARRECADAR RECURSOS, AS NAO E BOA PARA DISCUTIR AONDE COLOCA-LOS, QUAIS AS PRIORIDADERS DE PESQUISAS
3)Os resultados dessas ações são publicados em relatórios, informes, etc. Todas as ações são transparentes. Já a indústria tem seu próprio modo de operação.
Demonstre sua afirmacao. Publique o link onde qualquer brasileiro possa ter acesso ao documento que avalia os resultados das 4 redes de nanotecnologia que existiram durante os anos de 2001 a 2005. publique tambem o link para se ver os resultados da 10 redes de pesqusias em nano que exxistirram de 2005 a 2009. Isto para nao falar de cada um dos projetos financiados pelas agencias publicas. Para tornar mais facil para vc ficamos so neste dois exemplos
4) Seus impactos não têm nada de especial, nada diferente de outras áreas.
Em toda literatura sobre nano esta dito que o tamanho da particula importa. Portanto, sao justamente as caracteristica diferentes que as particulas tem em escala nano que fazem com que tenham toda esta importancia tecnologica. 'E preciso saber quais sao as consquencias das acoes destas nanoparticulas no ambito da saude humana e do meio ambiente. O asbesto/amiantro ja tem mais de 30 anos de estudos que comprovam o quanto e cancerigino. As nanoparticulas / nanotubos de carbono sao imensamente menores que as particulas de asbestos. O que passa com os humanos quando inalam estes tipos de pariculas??? O que acontece quando sao introduzidos nos ecossistemas??

Portanto, caro Luiz Sampaio, a comunidade cientifica tem muito a contribuir para tornar transparente o processo de desenvolvimetno da nanotecnologia no Brasil, mas nao significa susbtituir / impedir a participacao da sociedade brasileira (que paga a conta) neste processo

abracos

Paulo Martins
Comentário de Luiz Sampaio em 27 março 2010 às 12:42
Caros,

A questão é técnica tanto do ponto de vista científico quanto econômico. O debate público não traria qualquer benefício. Há pessoas e órgãos adequados para esse debate.

O Governo Federal é o principal agente de financiamento das pesquisas no Brasil. Suas ações são feitas através de seus órgãos de financiamento que são coordenadas pela própria comunidade científica. Os resultados dessas ações são publicados em relatórios, informes, etc. Todas as ações são transparentes. Já a indústria tem seu próprio modo de operação.

É preciso deixar claro alguns detalhes. A nanotecnologia é uma moda. Fica pra uma outra vez dizer como ela surgiu. O que vinha sendo feito antes dela tanto em ciência quanto em tecnologia continuaria progredindo do mesmo jeito.

Seus impactos não têm nada de especial, nada diferente de outras áreas. Por exemplo, o que pode se transformar em medicamento deverá satisfazer as regras da Anvisa. Os meios de produção da indústria devem satisfazer as regras em vigor. Poderia se discutir os impactos das tecnologias em geral, e neste contexto a nanotecnologia não tem nada de especial.
Comentário de Paulo Martins em 26 março 2010 às 19:51
CARA HELO

TAMBEM CREIO QUE SOMENTE COM DEBATE PUBLICO E TRANSPARENCIAS NAS ACOES GOVERNAMENTAIS E EMPRESARIAIS E QUE A SOCIEDADE PODERA SE BENEFICIAR DO DESENVOLVIMENTO DA NANOTECNOLOGIA NO BRASIL. ISTO (DEBATE PUBLIO E TRANSPARENCIA) É O QUE FALTA NO BRASIL. QUANDO APARECE UM OPORTUNIDADE COMO ESTA PROCURO DA A MINHA MODESTA CONTRIBUICAO, BASEADA NOS TRABALHOS REALIZADOS PELA REDE DE PESQUISA EM NANOTECNOLOGIA, SOCIEDADE E MEIO AMBIENTE. NOS TEMOS PRODUZIDO CONHECIMENTO JUSTAMENTE SOBRE OS TEMAS QUE, DE MANEIRA GERAL, NAO SAO TRATADOS NAS FALAS E ARTIGOS DE JORNALISTAS E DAQUELES QUE CIENTISTAS QUE PRODUZEM NANOTECNOLOGIA NO BRASIL COM DINHEIRO PUBLICO. NOSSOS TEMAS TRATAM DOS IMPACTOS SOCIAIS, ECONOMICOS, AMBIENTAIS, ;ETICOS DA NANOTECNOOGIA. É NESTE CAMPO QUE PRETENDEMOS CONTRIBUIR PARA QUE A SOCIEDADE BRASILEIRA POSSA TER MAIS INFORMACAO PARA PARTICIPAR E DECIDIR SOBRE O DESENVOLVIMENTO DA NANOTECNOLOGIA NO BRASIL

ABRACOS

PAULO MARTINS
Comentário de Helô em 26 março 2010 às 17:38
Caro Paulo
Grata pelo retorno e parabéns pelo site. Agradeço também pelo convite para as discussões mais sérias, embora eu não ache que o Carlos Alberto trate do assunto com pouca seriedade (com descontração, sim). Discordar é saudável e leva ao debate. Entendo o seu ponto de vista, mas acho que a entrevista tem seu valor para o leigo sim. Talvez eu tenha pecado por não informar que não era uma entrevista para quem já é mestre no assunto. No meu caso, sou apenas curiosa e interessada por tecnologia. Caso queira debater o assunto com o Carlos Alberto, veja o link da Fórum PCs que eu coloquei logo abaixo.
Grande abraço.
Comentário de Paulo Martins em 26 março 2010 às 13:36
CARA HELO E DEMAIS MEMBROS

VI INTEGRALMENTE A ENTREVISTA. ACHO NADA ESCLARECEDORA DO QUE SEJA NANOTECNOLOGIA , SEUS IMPACTOS, DESAFIOS, CONSEQUENCIAS, UMA ENTREVISTA QUE MISTIFICA O QUE SEJA A NANOTECNOLOGIA. TRABALHA APENAS COM EXEMPLOS DE NANOFABRICACAO. NAO FALA NADA DA NANOTECNOLOGIA INCREMENTAL QUE O POVO JA ESTA CONSUMINDO SEM SABER
O PRESSUPOSTO DO JORNALISTA É DE QUE "QUEM ESTA NO BURACO VAI CONTINUAR NO BURACO. QUEM ESTA NA ELITE, VAI CONTINUAR NA ELITE" PORTANTE, NAO HA HISTORIA, OU NO MINIMO ELA É ESTATICA E AS TECNOLOGIAS NAO INFLUENCIAM EM NADA O DESENVOLVIMENTO DAS SOCIEDADE. TODOS VAO PERMANECER NOS MESMOS LUGARES SOCIAIS EM QUE ESTAO HOJE. DISCORDO DESTE TIPO DE CONCEPCAO DA HISTORIA
SE TIVER INTERESSADA EM OUTRAS DISCUSSOES MAIS SERIAS SOBRE NANOTECNOLOGIA CONSULTE OS 58 PROGRAMAS QUE FIZEMOS SOBRE O TEMA EM NOSSO SITE www.nanotecnologia.iv.fapesp.br

Abracos

Paulo Martins
Comentário de Helô em 26 março 2010 às 13:07
Artigo publicado na Fórum PCs, por Carlos Alberto Teixeira. No site, o artigo é ricamente ilustrado.

O NANOUNIVERSO DO CARBONO

Podemos esperar para breve mudanças revolucionárias nos dispositivos eletrônicos que nos cercam. O motivo disso é que as cabeças de cientistas lidando com nanotecnologia já estão há um bom tempo cheias de nanotubos de carbono. Simbolicamente falando, é claro. Os avanços nessas pesquisas sucedem-se rapidamente. No entanto, uma infinidade de desafios permanecem sem solução. Um deles é transferir algumas das propriedades quase mágicas dos nanotubos carbônicos para materiais compostos que sirvam para fabricar estruturas de alto desempenho. Brabeira total — os estudiosos estão quebrando a cabeça com essas questões.

Em 2006, após sete anos de pesquisas no FACCT (Florida Advanced Center for Composite Technologies), foi criado nessa instituição um novo material puro a partir de nanotubos. Ele foi chamado “buckypaper” (buckypapel). Uma das possíveis aplicações futuras do buckypaper será a construção de aeronaves com maior capacidade de carga e maior eficiência no consumo de combustível, característica que, mais tarde, beneficiará também a indústria automobilística. Outra possibilidade será um aumento na sofisticação do gerenciamento térmico de computadores, o que é ótima notícia para nós que lidamos com coolers etc.

Essa escalada começou há 23 anos, em 1985, quando foi descoberta uma quarta forma de carbono puro. Já se conhecia o grafite, o diamante e o carbono amorfo (sem forma). A quarta forma foi a buckybola (buckyball), cujo nome oficial é tão esdrúxulo que poderia até servir de palavrão: “buckminsterfulereno”. Eita ferro!

Na verdade, o nome feio dessa molécula carbônica é uma homenagem a um camarada chamado Richard Buckminster Fuller. Daí vem o “bucky”. Esse sujeito era um inventor de mão cheia e bolou um monte de inovações, sendo uma delas o domo geodésico que tem quase a mesma simetria de uma buckybola.

Uma buckybola é uma molécula contendo 60 átomos de carbono dispostos esfericamente como se formassem uma gaiolinha. Outra comparação comum é com uma bola de futebol ôca. Geometricamente falando, trata-se de um icosaedro truncado, se é que isso diz alguma coisa para você (ou para mim!). Para quem é mais das antigas, a buckybola lembra o satélite Telstar, ou melhor, a bola de futebol Adidas Telstar, da Copa de 1974.

Uma buckybola tem um átomo de carbono em cada vértice, e cada “costura” da bola é uma ligação carbono-carbono. Essa nanobolinha é tão importante que seu descobrimento deu o prêmio Nobel de Química de 1996 a três pesquisadores: Harold Kroto da Universidade de Sussex, e a dupla Robert Curl Jr. e Richard Smalley da Universidade Rice.

Anos depois, em 1991, um físico japonês trabalhando na NEC Corp., Sumio Iijima (i-i-jima mesmo), relatou uma estrutura carbônica que ficou conhecida como nanotubos de carbono. Iijima, na época, trabalhava na Universidade Estadual do Arizona, nos EUA, e sua descoberta naquele primeiro momento não chamou a atenção. Esses nanotubos são fulerenos cilíndricos e têm formato semelhante ao de agulhas.

Mas a ciência tem seus meandros. Tardiamente descobriu-se que em 1952 os cientistas russos L.V. Radushkevich e V.M. Lukyanovich já tinham observado nanotubos. No final da década de 1950, Roger Bacon, da empresa Union Carbide, também observou nanotubos de carbono, tal como o fez o japonês Morinobu Endo na década de 1970.

A espessura de um nanotubo, às vezes chamado de buckytubo, é cerca de 50 mil vezes menor que um fio de cabelo seu, porque meu não pode ser pois, se você não sabe, eu sou careca. Existem nanotubos de carbono (NTC) com apenas uma parede, com múltiplas paredes, em formato toróide (pense numa rosquinha de polvilho, vulgo Biscoito Globo) e outros.

Os NTC possuem propriedades notáveis, tais como resistência, flexibilidade e características elétricas únicas que deles fazem as mais condutivas fibras conhecidas, podendo funcionar como semicondutores e como os mais eficientes condutores térmicos.

Nesse ponto, peço que você pegue um lápis e trace algumas linhas num papel. Ok, ok, não precisa fazer isso pra valer. Apenas pense que está fazendo. Pois bem, como sabemos, o grafite é um empilhamento de camadas planas e monoatômicas de carbono. Em algumas das linhas que ficam sobre o papel existem fragmentos de uma molécula chamada grafeno.

O grafeno é uma estrutura a princípio plana composta apenas de átomos de carbono interligados entre si formando uma camada de hexágonos, algo lembrando uma cerca de arame para galinheiro. Teoricamente é uma molécula infinita, ou seja, pode ser formada por um número infinito de átomos de carbono. Mas acontece que é obviamente muito frágil e, por ser monoatômica, rasga ou quebra com qualquer coisinha.

É enrolando grafeno que se obtém nanotubos de carbono. E é aglutinando vários desses nanotubos que se obtém buckypaper. Em alguma das próximas colunas falarei mais sobre essas nanomaravilhas que prometem revolucionar o mundo tecnológico. Até lá e cuide-se bem.
 

Membros (38)

 
 
 

Novas

Receba notícias por e-mail:

Dinheiro Vivo

Publicidade

© 2014   Criado por Luis Nassif.

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço