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POESIA

Espaço para a publicação de poesias e comentários sobre o tema e as criações poéticas de uma forma geral

Membros: 9
Última atividade: 4 Nov, 2012

Mãos dadas - Drummond

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro. 
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. 
Entre eles, considero a enorme realidade. 
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. 

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida, 
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. 
O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes, 
a vida presente.

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Comentário de fernando dezena em 4 novembro 2012 às 16:22

Comentário de fernando dezena em 3 setembro 2012 às 22:12
AMIGO 
 
os olhos veem o que a mente quer
semente que brota
olha a bota esquecida no canto da porta
aborta o pensamento
barro que acumula na memória
história da carochinha pra menina dormir
 
dorme que te quero sempre junto a mim
dorme dorme dorme 
 
no bico do realejo
o desejo de ser feliz
 
"econtrarás um amigo que te fará feliz"
 
amigo não traz felicidades
amigo traz tormenta
amigo faz nossa cabeça girar, hora como a terra, hora como peão
amigo dá saudade, amigo dá desespero, amigo causa ciúmes
amigo é uma confusão que acreditamos ser amantes do amigo
queremos ter filhos com o amigo
queremos dormir com o amigo
queremos beijar a boca do amigo
queremos criar laços com o amigo
para que não paire a desunião
mas amigo sabe a distância da compreensão
amigo traz o tormento da presença sem estar
uma convulsão sem sentido
tem horas que queremos ter o amigo e não o amor
horas o amor junto ao amigo
e o martírio ao imaginar
onde estará o amigo?
é que o amigo (imprescindível ser) nos confunde
deixa-nos crer que nos supre até do amor
e dentro da tormenta de sabermos se é amor ou amigo
basta 
um momento de dor
Comentário de fernando dezena em 3 setembro 2012 às 22:12

Comentário de fernando dezena em 7 agosto 2012 às 22:16

Olá Itálo, seja bem vindo ao grupo. Fique à vontade para publicar poesias ou fazer comentários.

Comentário de fernando dezena em 26 julho 2012 às 0:46

Olá Nilton,

seja bem vindo ao grupo. Fique a vontade para postar poesias ou fazer comentários.

Comentário de Dorival Oliveira em 17 junho 2012 às 17:17

Browning resolve ser Poeta...........BORGES

Por estes rubros labirintos de Londres

descubro que escolhi

a mais curiosa das profissões humanas,

embora todas, a seu modo, o sejam.

Como os alquimistas

que procuram a pedra filosofal

no fugitivo argento-vivo,

farei com que as comuns palavras

- cartas marcadas do taful, moeda da plebe -

rendam a magia que foi sua

quando Thor era o nume e o estrondo,

o trovão e a prece.

No dialeto de hoje

direi, por minha vez, coisas eternas;

tentarei não ser indigno

do grande eco de Byron.

Este pó que eu sou será invulnerável.

Se uma mulher compartilhar o meu amor,

meu verso roçará a décima esfera dos céus concêntricos;

se uma mulher desdenhar meu amor,

farei de minha tristeza uma música,

um alto rio que continue ecoando no tempo.

Viverei de esquecer.

Serei o rosto que entrevejo e esqueço,

serei Judas, que aceita

a divina missão de ser traidor,

serei Caliban no lamaçal,

serei um soldado mercenário que morre

sem temor e sem fé,

serei Polícrates, que vê com espanto

o anel que o destino devolveu,

serei o amigo que me odeia.

O persa me dará o rouxinol e Roma a espada.

Máscaras, agonias, ressureições,

vão destecer e tecer minha sorte

e algum dia serei Robert Browning...........ou BORGES!!!

Comentário de João Dell'Aglio em 16 junho 2012 às 14:09

Procura pela Poesia

 

 

 

 

Procura pela Poesia

João Dell'Aglio

 

Talvez eu possa te encontrar nos olhos

Meus

Ou nos ternos

Olhos

De uma mulher amada

Ou no peito

Amado

De alguma

Mulher.

 

Talvez sejas a minha

Mulher

Mais amada.

 

Talvez sejas os meus fantasmas

Errantes

E ocultos,

Os abismos por onde ando

E desando.

 

Talvez o meu sol

Desnudo

E morno

Sol

Quando amo.

 

Talvez a noite que cai

Gélida

E que me fere

E fere

Qualquer

Quando odeio.

 

Ainda não sei.

 

Talvez sendo

Apenas

Tu te desvendes.

Ou mesmo com o mundo envolto em mim

Tu te mostres

Inteira.

 

Ainda não sei.

 

E eu sofro

E me sinto

Pálido

E tímido

Perante este teu reino

Denso

E sublime.

 

O que importa?

 

Canto-te ainda frágil

E quero cantar-te

Toda

E te louvar

Sempre

E ser

Contigo,

Poesia.

Comentário de fernando dezena em 16 junho 2012 às 12:56

Languidez tambem de FLORBELA ESPANCA. Lindo, lindo, lindo. Muito bem lembrado Dorival.

Comentário de fernando dezena em 16 junho 2012 às 12:53

Languidez

Fecho as pálpebras roxas, quase pretas,
Que poisam sobre duas violetas,
Asas leves cansadas de voar...

E a minha boca tem uns beijos mudos...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonho pelo ar...

Comentário de Dorival Oliveira em 16 junho 2012 às 10:06

Ser Poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens! Morder como quem beija!

É ser mendigo e dar como quem seja

Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor

E não saber sequer que se deseja!

É ter cá dentro um astro que flameja,

É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!

Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...

É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...

É seres alma e sangue e vida em mim

E dizê-lo cantando a toda a gente!!!

FLORBELA ESPANCA

É muito bom fazer parte do Grupo

Abraço a todos!!!

 
 
 

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