Uma prá mim outra prá tu
Uma prá mim outra prá tu
Os escândalos na política nacional chegaram ao ponto tão indecoroso que politiqueiros preferem a meia, a cueca, a bolsa e dentre outros meios escusos para esconderem as propinas, frutos do tributo que circulam no país e vão parar nas mãos de tais inconseqüentes parlamentares que se locupletam do poder.
A divisão parece seguir uma certa ordem cronológica, ou melhor, quanto maior a participação do tratante, tão significativo é o quinhão recebido pela “bravura” das falcatruas em detrimento do erário. Porém, a partilha nem sempre dá para satisfazer gregos ou troianos, pois há sempre um que se acha prejudicado e resolve desarticular a quadrilha pelo ato da delação.
Sem nenhum dado oficial contábil para não se chegar ao conhecimento da Receita Federal, começa a partição: uma pra mim, uma pra mim, outra pra tu! E observa-se que alguém dessa súcia saiu lesado nessa contabilidade fajuta e resolve detonar o restante da cambada que aos poucos cai no esquecimento na memória curta do povo.
Ricardo Câmara
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