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O Nordeste volta a conviver com o drama da seca, apesar de em circunstâncias um pouco mais amenas que antes, em conseqüência de alguns fatores como o desenvolvimento da região e o êxodo rural, provocado pela extinção do crédito rural em larga escala, a partir da instituição da correção monetária sobre os financiamentos destinados ao homem do campo em 1986, que literalmente inviabilizou a atividade agropecuária no semi-árido e forçou a sua saída para os grandes centros urbanos em busca da sobrevivência.

Na verdade o que se produz no semi-árido é muito pouco, porém o suficiente para que a queda dessa produção tenha seus efeitos sentidos no abastecimento da população, principalmente na área dos hortifrutis, onde já se observa a disparada nos preços de alguns produtos como tomate, cebola, batata doce e verduras e frutas de um modo geral, assim como no valor do leite e seus derivados.

Essa realidade poderá levar a população a uma reflexão em relação aquilo que seria uma catástrofe se houvesse uma seca generalizada em todo o País, que os ambientalistas apontam como uma possibilidade futura, desde que não se interrompa a evolução dos desmatamentos e até que não se reflorestem grande parte das áreas desmatadas.

A questão ambiental ganhou uma dimensão perigosa a partir do momento em que muitas pessoas menos esclarecidas a respeito do assunto embarcaram na “onda verde” e vestiram a farda da “guarda florestal”, mesmo sem nenhuma remuneração nesse sentido e sem saber muito bem o que estão fazendo, passaram a combater os agricultores e pecuaristas como se fossem uma praga qualquer, com exceção daqueles ditos orgânicos, como se o que chega as suas mesas dependesse deles.

É bom ter em mente que, com seca ou com chuva, só haverá abastecimento se alguém se dispuser a produzir lá no campo e essa vontade vai ser sempre estimulada por uma coisa que se chama lucro, além de outras vantagens, caso contrário os alimentos sumirão das prateleiras e feiras, mesmo que o governo pague aos verdes e orgânicos para produzi-los.

Assim, é muito mais provável e realista para a população atual, sofrer com os efeitos de um grande desabastecimento em conseqüência do desestímulo a atividade agropecuária, do que em decorrência de fenômenos climáticos oriundos da agressão ao meio ambiente e o exemplo foi dado aqui pelo sertanejo, que picou a mula em busca do pão urbano, podendo ocorrer também em outras regiões no momento em que o apelo ambiental se constituir naquela dosagem fatal para o produtor, levando-o a buscar outra atividade que seja “legal”.

Tem muita gente ganhando o nosso dinheiro para defender às causas ambientais e muitos apenas vivendo disso. Portanto, lembrem-se que gente é gente e bicho é bicho.

Bicho se satisfaz comendo bicho, enquanto isso, gente não come gente...

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Comentário de Amarílio Dantas em 20 maio 2012 às 20:42

A maioria dos que defendem o meio ambiente, defendem, mas quando é para as suas mordomias deixam este sentimento de lado! Até porque para não cometer crime ambientalista ele teria que se alimentar da luz, como aquela jurada de Sílvio Santos afirmou que passava meses sem se alimentar, e morar em uma caverna sem nem um móvel e no escuro...

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