No período entre 1978 e pelo menos 1988 as faculdades públicas e privadas graduavam a cada ano em todo Brasil milhares de engenheiros. O contingente encaminhado ao mercado de trabalho sempre era muito maior do que o número de vagas. Ressalte-se que o fato não acontecia só com engenheiros.
As três esferas de governo não tomaram nenhuma providência, se é que deveriam. As empresas, mormente as privadas, se aproveitaram para aviltar o valor dos salários dos engenheiros contratados para seus quadros. Era a lógica do mercado.
Lembro-me que a saída para os engenheiros eram principalmente:
- dar aulas de física e matemática inclusive em cursinhos preparatórios para o vestibular;
- trabalhar como analista de sistemas;
- seguir a carreira acadêmica.
O tempo passou, a economia mundial cresceu, o País cresceu. A demanda tornou-se maior do que a oferta e atualmente as empresas reclamam da falta de engenheiros bem como outros profissionais, a despeito das crises de 2008 e da crise de 2011 e 2012 na Europa. Direito delas.
Alguns jornalistas que se intitulam comentaristas econômicos como é o caso daquela que escreve no pasquim com nome de biscoito, sempre que abordam esse assunto tendem, de forma subliminar, culpar o governo.
Entendo que os governos da época e as empresas privadas se mantiveram inertes e fizeram movimentos em sentido contrário do que deveriam, respectivamente.
Logo, resultado agora só no longo prazo.
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