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Outras Páginas - Censura – O violão quebrado que não se cala

Depois de um período de descanso, volto ao meu blog. 

Jornal da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), edição 379, de junho de 2012, traz uma reportagem especial que merece a capa”A MPB enfrenta a censura militar”. Foi escrita por Arcírio B. Gouvêa Neto. “Mais de 40 criadores da Música Popular Brasileira”, desde Adoniran Barbosa a até Wilson Batista, morto décadas antes, foram proibidos pela implacável censura da ditadura militar” (1964-1985). O texto é dividido em “A tropicália passa a incomodar”, “Vandré: o inimigo número um dos militares”, “Geraldo Azevedo e as torturas humilhantes”, “Sérgio Ricardo, o maldito para o regime” (“especialmente depois de ter jogado seu violão na platéia, em 1967, após sua música Beto Bom de Bola levar estrondosa vaia no II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record”), “Chico Buarque, o mais perseguido e proibido”, Zé Kéti e a resistência do Teatro Opinião” e “O DCDP, a máquina de cortar letras”.
 
Há também o artigo “A censura era prepotente, burra e bizarra”, do produtor radiofônico Cirilo Reis. O jornal, que circula especialmente entre os associados da ABI, não é reproduzido na Internet.
Chama a atenção, para reflexão cultural, a transcrição de um depoimento de Sérgio Ricardo, que completou 80 anos em 18 de junho.
Um aperitivo de sua fala: “A cultura, principalmente, que é a alma do povo, ficou prejuducada da forma mais escrachada possível. Tudo que se faz no Brasil está sem a alma que deveria estar presente e é falso. Estamos vivendo uma farsa de um país desenvolvido, que, na verdade, não tem desenvolvimento algum. É algo etéreo, mentiroso, com muitas coisas fantasiadas pela imprensa, pelo sistema de comunicação e pela chamada intelligentsia, que não tem mais quase nada e vive a decadência”.
Entrevista original de Sérgio Ricardo no portal Rede Brasil Atual:
FRASE
 
“Se não fosse a imprensa, o Brasil continuaria colônia e ainda manteria a senzala”. Maurício Azêdo, presidente da ABI, na mensagem de Primeiro de Junho, Dia da Imprensa. (Fonte: Jornal da ABI)
José Aparecido Miguel, sócio da Mais Comunicação, www.maiscom.com, é jornalista, editor e consultor em comunicação.
 
TEXTO DIVULGADO ORIGINALMENTE EM 

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Comentário de Ivanisa Teitelroit Martins em 11 julho 2012 às 20:48

Muito bom, José Aparecido!

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