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eu sempre fui ao coração das coisas
revelei minhas tripas aos insensatos
e velejei pelos mares mais torpes
em busca da ciranda.
parti todas as lanças que me mandaram
e, no último instante, arremessei meus ossos
no lodo.

quando virem um ser penado
uma vaga incandescente nas valas
contem certo:
sou eu atravessado nos pastos.

romério rômulo

Exibições: 48

Comentário de adelaide amorim em 4 fevereiro 2012 às 21:40

Romério, sua poesia é tão personalizada que dificilmente a gente a atribuiria a outra pessoa. Teus poemas têm um traço inconfundível de uma beleza que fala de coragem e até de bravura.

Um lindo poema, esse.

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