LEIAM! NÃO É PROPAGANDA! É UMA NARRATIVA, REAL.
Senhores do agronegócio, senhores congressistas; a todos aqueles que ainda resta algum reflexo da razão e que conseguem contemplar toda beleza que a natureza à sua frente proporciona; deixo este curto relato que por não ser ficção pode ajudar à razão predominar sôbre todo resquício da insensatez.
Onde nasci, no interior da Bahia, próximo ao Rio Jequiriçá, naquela época, já existia muito desmatamento. As árvores tombavam ao tilintar dos machados, porém as várzeas e pedaços da MATA ATLÂNTICA que proporcionavam algumas nascentes continuavam intactos. Trinta anos depois, ao retornar àquelas plagas natais, deparei-me com um quadro chocante, desolador. Fui tomado por aquele sentimento de angústia difícil de ser explicado.
A parte da mata foi devastada para a venda do jacarandá, do vinhático, da sucupira, do jatobá e outras madeiras nobres; a extensa várzea desapareceu. Aquela nascente; onde nunca encontrei alguém por lá, com água fresca e cristalina, protegida com um abraço carinhoso dos arbustos e ingazeiras que a presenteavam, também, com muita sombra, como a agradecer pela umidade recebida, na mais linda prova de reprocidade que muitos dos humanos não cultivam, nem com os seus semelhantes, muito menos com a natureza da qual tanto necessitam; havia encontrado o mesmo triste destino.
Com a destruição das várzeas: desapareceram as saracuras. As crianças; poucas, pois a população migrou para as cidades vizinhas, à procura de trabalho; já não ouvem o som martelado das arapongas e o cantar dos pássaros, nas proximidades.
Os riachos e as nascentes, que eram perenes, agora, estavam secos. Contamos uma dúzia de bois, naquele capin rasteiro, onde proliferavam carrapatos e moscas do berne, pois os pássaros predadores desapareceram. Grande parte dos agricultores, assim, procedeu, por ignorância, destruindo seu próprio patrimônio.
Porém dos legisladores e dos grandes proprietários de terra, a sociedade, a nação espera que estejam conscientes de suas responsabilidades com a preservação, criando leis que minorem esse estrago. Vamos fortalecer a EMBRAPA, proporcionando condições para que ela passe a dar aos pequenos agricultores assessoramento de como produzir mais e melhor sem que precise aumentar a devastação. O ESTADO que, em décadas atrás, estupidamente, incentivava a destruição dos nossos brejos tem o dever de dar o devido suporte aos pequenos agricultores para pouco a pouco recuperarem essas áreas degradadas.
Aceitando como corretas as pesquisas internacionais que calculam entre 3 a 5% o percentual de psicopatas no meio de qualquer população, então, num país de 190 milhões de habitantes, temos, no mínimo 5.7 milhões dessa espécie que gera, com suas idéias e propaganda, um efeito multiplicador incalculável. Alguns exemplos da disseminação dessa propaganda: Rouba, mas faz; desmata, mas produz; que se acabe o mundo, não me chamo Raimundo; todo homem tem seu preço etc. etc.
Cito isso para não ficar só discutindo problemas e protestando. O mais importante é procurar a solução que não posso ver dentro do sistema político tradicional, construído faz décadas. Precisamos de transformações profundas que só um partido totalmente diferente; cujo esboço pode ser lido em MOVIMENTO POR UM PARTIDO; terá condições de realizá-las. Um partido que pela sua conduta force aos demais a seguir parâmetros diferentes. Concomitantemente às mudanças propostas, sugiro: País unitário, lei única, câmara única e mandato único para todos os níveis.
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