Podemos imaginar que os erros na campanha de Serra desde já provocam iniciativas dos conservadores e representantes do grande capital no Brasil para, sem o Serra, fazerem uma avaliação crítica da campanha e não só, para criarem uma estratégia geral das forças eacionárias objetivando definir que tipo de oposição eles farão à futura presidente e quais serão os representantes políticos que deverão liderar essa frente oposicionista.
Serra não tem maior número de motivos para se irritar com os candidatos da sua coligação que não mencionam seu nome do que esses candidatos têm pelos tantos erros cometidos na campanha, a começar pela escolha do candidato à presidência.
A decisão de muitos candidatos da coligação encabeçada pelo PSDB de não apoiarem Serra em suas campanhas é uma demonstração clara da insatisfação pelos rumos que a
coordenação "fominha" do PSDB deu à campanha presidencial. Insatisfação essa que passa pela escolha do candidato, mas também pela oposição irresponsável feita até agora ao Lula, que ao longo de seu governo foi se provando errada e irresponsável, desacreditando-a junto ao eleitorado como alternativa competente para o futuro do Brasil neste momento da campanha.
Há mais de seis meses os aliados reclamam que Serra não aceita sugestões, interferência e nem participação na sua campanha. Serra é totalmente responsável pelo fracasso de campanha que está fazendo e que o afunda a cada dia. Vem daí o não apoio de sua coligação e até dos candidatos de seu partido.
A direita no Brasil hoje é só um amontoado sem noção, sem moral e sem projeto de governo, é só o resto da ditadura militar, de uma classe de políticos que o Brasil quer se livrar.
Os soldados brutucus da oposição desertaram, deixaram o General só, com a mão no bolso , segurando as propinas só para ele. Pior ainda que no debate on-line da Folha, ninguém dos democratas mostrou a cara. No fundo esta revolta ou motim na embarcação tucana deve-se exclusivamente ao Serra. Centralizador, truculento com seus assessores, perfeccionista, vingativo ao extremo (vide os revezes sofridos com Aécio e Alckmin), e crente de ser o todo poderoso que vence as eleições sem a ajuda de ninguém. Fala-se que Alckmin quase não obteve legenda para candidatura a governador de São Paulo, pois Serra queria que fosse Aloysio Nunes seu chefe da Casa Civil.
Serra está colhendo tudo que plantou: aliados do Brasil inteiro estão saltando do barco deixando Serra afundar sozinho. Serra acabou com o sonho, do PIG e das oligarquias de voltar ao poder.
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