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Foi publicada na página do Terra de hoje a notícia que a seguir transcrevo e que me provocou uma dor profunda por me fazer lembrar, mais uma vez, que nós, brasileiros, temos, há muito, condições objetivas para desfrutarmos de uma realidade justa e grandiosa para todos, mas que nos faltam as .... subjetivas - que só a educação tem poder para construir.


"Sábado, 14 de fevereiro de 2009, 07h54 PedrinhoAlberto Luiz Fonseca
De Sidney, Austrália


Aqui nesta coluna, na semana passada, tive a oportunidade de comentar sobre a recente visita do professor brasileiro Pedrinho Guareschi à Austrália. Não dei, porém, os fatos, pois semana passada o assunto era outro.

Hoje, porém, vamos a eles.

No último dia 4 de fevereiro, aconteceu o Seminário "Paulo Freire: Education and Liberation", organizado pelo centro de estudos latino-americanos da Universidade Nacional da Austrália, ou ANU, como é mais conhecida por aqui.

A ANU, para quem não sabe, está entre as 20 melhores universidades do mundo! E tem sede aqui em Camberra, capital da Austrália.

Na abertura do evento, o professor John Minns, diretor do centro latino-americano, ao dar boas-vindas ao público presente, lembrou ser aquele o primeiro seminário exclusivamente dedicado a Paulo Freire na Austrália.

Em seguida, convidou Pedrinho Guareschi, palestrante principal do Seminário, a fazer sua apresentação.

A plateia pode então conhecer, pelas palavras de Pedrinho, um pouco da obra e da vida de Freire, esse brasileiro de fé e valor, que sempre acreditou na educação, sobretudo dos menos favorecidos, analfabetos, como força libertadora.

Como não podia deixar de ser, os conceitos e ideias revolucionários de Paulo Freire, expostos com clareza por Pedrinho, despertaram o interesse e a curiosidade de plateia. A qual, deve-se notar, era na maioria de estudantes, mas de várias nacionalidades, sobretudo australianos e asiáticos.

Na continuação do programa do seminário, que se estendeu por dois dias, outros professores fizeram palestras sobre temas ligados à obra de Paulo Freire.

Interessante, por exemplo, saber que a professora Anne Hickling-Hudson, jamaicana que mora na Austrália há muitos anos (é professora da ANU), conheceu e trabalhou com Freire num workshop educacional durante a revolução na Ilha de Granada, em 1980, antes da invasão dos Estados Unidos...

Ou, então, a palestra da Professora Gerda Roelvink, da Nova Zelândia, que participou do Fórum Social de Porto Alegre em 2005. E essa participação transformou-se em tema de doutorado.

No dia 10, terça-feira passada, o padre Pedrinho Guareschi voltou a falar ao público australiano em grande auditório localizado no belíssimo campus da ANU. Desta vez, sobre a Teologia da Libertação.

Depois da palestra, John Minns mostrou o filme mexicano "O Crime do Padre Amaro", no qual um dos personagens é um padre católico praticante da Teologia da Libertação.

Mais uma vez, foi grande o intersse da platéia, que pode aprender e conhecer um pouco como se desenvolveu aquele importante movimento católico na América Latina.

Fica, assim, ao Pedrinho, bem como a outros brasileiros estudiosos e de bom coração que saem pelo mundo a divulgar aspectos importantes da cultura brasileira, o respeito e a homenagem desta coluna. E... aquele abraço!


Alberto Luiz Fonseca, mineiro e diplomata, serve atualmente na Embaixada do Brasil em Sidney, Austrália. Filho de pais músicos, foi fundador do "Café com Letras", conhecido café e livraria de Belo Horizonte."
Ilva

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Tags: brasileiro, educação, patrimonio

Comentário de Graúna, ó xenti!!!! em 15 fevereiro 2009 às 7:46
Querida miga,

como sempre, esta ave, que cê bem sabe ser palpiteira, por vezes gorjeante, por vezes revoante, por vezes... silencia... parecidim assim como ocês, humanos... afinal ambos somos bípedes, he, he...Esta, sem dúvida, há de ser uma semelhança determinante, rsss...

Também, vcs. voam através de hodiernos aviões, com desejo de tocar os céus... aves com suas, de sempre, emplumadas asas, com desejo de respirar... pura e simplesmente......

O mais belo:aves & humanos sonham...

Pelo menos, Graúnas sonham...

Pois é, fadário esse o nosso; desde idos tempos em que, degredados pra cá vieram em comitiva com um tal gajo Cabral, de sempre necessitarmos aval estrangeiro... Precisamos ser aplaudidos por cangurus, digo, por australianos pra valorizar o produto interno... êta falta de identidade...

Esta ave pouco entende de educação, a passarinhada não precisa dessas coisas... vivemos em paz & harmonia, a revoar...

Mas, imagino o quão em um país com as dimensões continentais do Brasil, com tantas injustas diferenças sociais & apaixonantes diversidades culturais, onde muitos mal conseguem escrever... se ao invés de se pensar em reformas ortográficas, pra agradar colonizadores & otras cositas más... Se pensasse em reforma de ensino... Se investisse nesse legado de Paulo Freire, e outros mais, que há por aqui... e de fato, se democratizasse o conhecimento...

AHHH!!! que sonho sonhado...

Como cê bem disse, com tanta propriedade, as condições materiais, objetivas, já as temos, mas....

Saudações culturais & blogueiras \O/




* *

Comentário de Anarquista Lúcida em 27 fevereiro 2009 às 2:13
Oi, Ilva
Pus o link para este seu texto lá no tópico "Todos pela Educação", espero que você nao se importe.
Bjs
AnaLú
Comentário de Ilva em 28 fevereiro 2009 às 19:52
Claro que não me importo, AnaLú. Aliás, lá é o lugar mais apropriado para ele estar. beijos, Ilva
Comentário de Soledad Larraz em 3 março 2009 às 16:25
Oi Ilva,

Super legal a escolha do texto. Acho que a contínua abordagem de temas relativos à educação devam ser incessantes. Principalmente no Brasil, onde infelizmente, ele é um dos últimos, senão o último. Temos educadores de vulto -não só Paulo e Darci acima de comentários , pelo legado que deixaram - como Celso Antunes, Pierre Weil, Maria Nilde Mascellani e seu projeto Integrar da PUC, Cristovam Buarque e outros, enfim, não faltam propostas. O que acredito que falte Ilva é a vontade por parte de nossos governantes, de "acreditarem" que um país de 1º mundo se faz com educação e tecnologia. Ora, se não temos educação não podemos operar a tecnologia, logo...Ainda como subdeselvolvidos por um bom tempo. Foi nesses últimos dias que cortaram a verba do Ministério de Ciência e Tecnologia. 18% pode? E a insanidade de gastos com coisas estapafúrdias ganha peso no final das contas da União.

Beijos
Sol

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