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Quando se conta a história dos Estados Unidos, a perspectiva de George Washington e Thomas Jefferson basta. Ninguém tem interesse em saber o que os redcoats pensavam.

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Quando se conta a história da Inconfidência Mineira, pensamos em Tiradentes. E não damos bola para a versão da Maria, a Louca.

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Quando os franceses comemoram o 14 de julho, não estão nem aí para o que Luís XVI pensava.

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Quando a história da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos é lembrada, o nome que mais aparece nas mentes é Martin Luther King. Quem quer ouvir o lado dos segregacionistas sulistas?

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Na mais recente Copa do Mundo, falou-se muito sobre a luta e a prisão de Nelson Mandela. Nenhum jornalista (que eu conheça) teve a idéia de mostrar o lado do apartheid.

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Quando se conta a história da Resistência Francesa e da Resistência Italiana na Segunda Guerra Mundial, o lado dos soldados alemães é ignorado. Os resistentes usaram tiros e bombas, mas não se cobra a necessidade de condenar a violência dos dois lados.

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Na luta pela criação do Estado de Israel, os sionistas atacaram colonizadores britânicos. Mesmo assim, ninguém considera que Israel é um Estado fundado por terroristas.

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Mas quando se conta a história do Brasil no período compreendido entre 31 de março de 1964 e 15 de março de 1985, virou mania exigir imparcialidade, equilíbrio, equidistândia, e mostrar "os dois lados".

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