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QUANDO A PROPRIEDADE TEM MAIS VALOR QUE A VIDA?

Outro dia, em São Paulo, um cidadão cheio da grana, ficou apavorado para resguardar um relógio que vale R$ 170.000. Pelo valor altíssimo pode-se até entender o desejo de preservar um patrimônio, mas 170 mil por um relógio? Um relógio que tem como principal utilidade mostrar as horas? O meliante pelo modo de operar tinha uma 'encomenda' para esse tipo de 'relógio'. E nem teve trabalho de se ocultar na perseguição, no achaque diante de uma testemunha e, com a recusa do cidadão que valorizava tanto seu relógio, acabou tomando o relógio e, o dito cidadão perdeu também a vida. [Valeria, creio, uma reflexão: que tipo de pessoa 'encomendou' e 'pagou' pelo relógio? Deve ser também um 'cidadão cheio de grana', não é mesmo? Esse 'comércio' funciona porque tem demanda e quem são os 'clientes'? Esse tipo de 'cliente', não irá pagar uns trocados, não é mesmo?, e depois terá a ostentação como meio de se sentir feliz, não é verdade?]
Ontem, domingo, um casal atirou-se do quarto andar de um edifício de luxo no Rio de Janeiro. Nem os vizinhos, nem os bombeiros conseguiram abrir a porta do apartamento a tempo de salvá-los e por que? "Segundo os bombeiros, a porta blindada do apartamento --com quatro fechaduras --dificultou o acesso." [Parece que o casal, como tanta gente que gosta de ostentação, tinha uma preocupação maior em preservar o que tinha mais valor para eles: o patrimônio
Alguém poderia me dizer as horas, por favor? É que a hora marca o momento. E o momento só existe para quem ainda está vivo hoje.

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Comentário de José Safrany Filho em 4 março 2013 às 19:31
O momento, ainda que tardio, é de acabar com o capitalismo, esta sociedade disforme, egoísta e injusta para todos. Pois, como dizia Marx, no capitalismo ninguém é feliz: os ricos, apropriadores da mais-valia (ou o lucro) pornô, de medo de que lhe vão roubar (ladrão roubando de ladrão...) e os pobres ou explorados (não há meio termo, a classe mé/r/dia não tem ideologia própria) pela eterna penúria. Os exemplos acima são bem emblemáticos, não?! O próprio centro do capitlismo, hoje, o império ianque (EUA) e seus aliados europeus, vivem uma crise estrutural que, tudo indica, não tem saída. Por isso desencadeiam guerras e mais guerras, jogando milhares de toneladas de bombas todos os dias sobre os pobres povos que não lhe querem entregar as riquezas que ainda lhe restam da eterna rapinagem colonial e neocolonial. Para tentar dominar o planeta, sustentam mais de 2.000 bases militares (mil no próprio território ianque e mil espalhados pelo mundo e construindo, todos os dias, novas) com centenas de milhares de soldados, equipamentos de destruição e espionagem de última geração, a que custo? Centenas de bilhões ou dezenas de milhões POR DIA. Uma fração disso resolveria todos os problemas da humanidade: saúde, educação, moradia, cultura, lazer, etc. Mas, NÃO! Querem submeter, pela força se preciso, os que não concordam, pondo em risco a sobrevivência da espécie dita humana, toda a vida e o próprio planeta!
ATÉ QUANDO? Ou acordamos todos e damos um basta nisso ou não se safa ninguém!!!

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