A realidade é dura para com os humanos. Torna-se muito pior para pessoas que nasceram com alma de poeta. E o alcóol é o veneno consentido pela sociedade, o provocador primeiro que desencadeia a tragédia.
Criança de 12 anos, Raul já tomava porres num boteco de seu bairro. Aos olhos de todos. E assim começa por encurtar sua vida.
Porém, fazendo par com sua fragilidade, homem digno que era, havia uma força que o tornava corajoso: por exemplo, passou quatro meses internado, com tubos e jamais disse um ai ou maldisse a própria sorte.
Homem viril, mesmo em seus últimos dias, já muito debilitado,fez galanteios e tentou seduzir sua ex mulher e amiga Kiki. Leia mais sobre Raulzito aqui
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Vinte e três anos depois de sua morte, Raul Seixas (1945-1989) continua na lista dos artistas mais populares da MPB. Músicas como Gita, Metamorfose Ambulante, Sociedade Alternativa e Maluco Beleza fazem parte do repertório de gente que sequer havia nascido quando ele morreu, e tornam Raul o campeão de vendas póstumas no Brasil: são 300 mil discos por ano. Foi essa a primeira dificuldade enfrentada pelo diretor Walter Carvalho para fazer o documentário Raul, O Início, o Fim, o Meio’, que estreia no dia 23 de março.
Leia: A vida do 'maluco beleza' Raul Seixas é tema de documentário
Que bom que você passou por aqui, Raulzito! E como poetas não morrem, você segue conosco.
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