
Rachel fazia parte de uma rede de ativistas de várias nacionalidades que tentava agir como escudo humano contra as atrocidades cometidas pelos fascionistas de
Sharon nos territórios ocupados. Uma jovem inteligente e de carátr firme, ela só
subestimou o barbarismo do inimigo. Sob ordens diretas de Jerusalém (fato
comprovado por posterior testemunho do capitão Uri Avner, que pediu baixa do
Exército israelense após o caso), o comandante da unidade que procedia a
derrubada ordenou ao soldado que dirigia a escavadeira QUE PASSASSE POR CIMA DE
QUEM ESTIVESSE NO CAMINHO. E foi o que aconteceu: Rachel, postada à frente da
escavadeira numa tentativa desesperada de detê-la, morreu esmagada pelo monstro
mecânico que avançou, incapaz que foi de fugir a tempo de tão inusitada
agressão. O exército de Israel e seus apologistas cuidaram de abafar o caso,
distoricod pela mídia local e pela dos EUA como "imprudência de uma porra-louca
defendendo um ninho de terroristas". Mas a família e vizinhos do agricultor
Hassan Din Daud, cuja casa foi afinal derrubada, e os demais ativistas presentes
trataram de divulgar a verdade. Este foi um assassinato a sangue-frio, mostrando
a que ponto chegam os opressores do povo mesmo contra opositores desarmados
(Rachel portava apenas um alto-falante) e não-violentos. O próprio governo
ianque se omitiu, e hoje a família Corrie busca justiça para sua filha até nas
cortes internacionais de Direitos Humanos, numa tentativa incansável de obter. E
nós reverenciamos a memória de Rachel Corrie, uma autêntica mártir da liberdade,
não apenas para os palestinos e americanos, mas para todas as pessoas dignas do
mundo. Shalom, irmã! Você não será esquecida
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