Portal Luis Nassif

SP: Banda Podre do Judiciário persegue Blogueira Cidadã


Lugar de bandido é na cadeia, e não acolhido, protegido, aconchegado em colo de juízes. 

Quem comete ilícitos e falcatruas tem que ser indagado, inquirido, incomodado pelo Judiciário. Tem que explicar por que não honrou contrato celebrado, por que quer se apropriar do que não lhe pertence, por que ao longo de anos impede legítima proprietária de dispor livremente do seu imóvel.

É isto o que tem que acontecer dentro de um Judiciário Cidadão.



Mas, como sabem, "há algo de podre no Reino da Dinamarca"...

No pequenino e aprazível bairro de Engenheiro Goulart, Penha de França, zona leste da cidade de São Paulo, a maior e mais importante cidade do País, não é bem assim que as coisas acontecem. Esta Blogueira, que há anos precisou recorrer à Justiça para ter de volta o imóvel que recebeu de seu pai e de sua mãe (vejam o absurdo da situação!), esta Blogueira Cidadã que vos escreve, que buscou no Judiciário reparação a seus direitos violados por familiares, esta Blogueira é que vem sendo fustigada, questionada e cobrada pela magistratura local.

Seria cômico se não fosse trágico...

O que acontece no Fórum Penha de França? Que Judiciário é este, preocupado em escarafunchar a vida material e a situação financeira da Blogueira, "esquecendo" o objeto principal da ação em curso e fazendo vistas grossas aos DOCUMENTOS acostados aos autos pela Blogueira, que mostram CLARAMENTE a desonestidade e a má-fé dos réus?

Que Judiciário capenga, manco, torto é este, que, tendo tudo diante do seu nariz para promover JUSTIÇA, prefere tomar medidas contra a vítima, protegendo criminosos?

O Brasil quer saber: por que acontece isso? Que DISPARATE é este???!!!

Chega de Impunidade! Basta de Violência!


JUSTIÇA para a Blogueira Cidadã!

Os perseguidos 

Lucius Annaeus Seneca, que nasceu em Córdoba, Espanha, alguns anos antes da era cristã, é o primeiro representante do estoicismo romano. Era filho do retórico Sêneca, o Velho, e foi educado em Roma, onde estudou retórica e filosofia. Ficou famoso como advogado. Como político, chegou ao Senado, sendo depois nomeado questor, magistrado da justiça criminal.

O sucesso de Sêneca na política provocou a inveja do imperador Calígula, que pretendia assassiná-lo, mas quem acabou morrendo mesmo foi Calígula. Anos depois, sob acusação de adultério, Sêneca foi exilado na Córsega, onde sofreu grandes privações de ordem material.

De volta a Roma depois de longo período, assumiu a educação de Nero, sendo seu principal ministro e conselheiro quando este se torna imperador. Alcançou sucesso e fortuna, provocando então a hostilidade de Nero. Perseguido, acaba condenado ao suicídio.

Com serenidade estoica, no ano 65 da nossa era, cortou os pulsos diante de amigos, cumprindo a condenação determinada pelo despótico imperador.

Entre seus Ensaios Morais contam-se Sobre a Clemência, onde adverte Nero sobre os perigos da tirania, Da Brevidade da Vida, em que analisa as frivolidades nas sociedades corruptas e Sobre a Tranquilidade da Alma, que trata da participação na vida pública.

Para Sêneca, a filosofia é uma arte da ação humana, uma pedagogia que educa os homens para o exercício da virtude, uma medicina da alma. No centro da reflexão filosófica, portanto, deve estar a ética, os valores imperecíveis.

Como se vê, não é de hoje que a inveja constitui motor das injustiças cometidas pela iniquidade.

Os perseguidos

Sêneca

Maus não são os que parecem ser, os que apenas parecem ser. E o que tu chamas de asperezas, adversidades, abominações, são coisas até proveitosas às pessoas que as têm de suportar, e mesmo a todos os homens, pelos quais velam os deuses, os sofrimentos, injustamente impostos, acabam tornando-se merecimento para os que os recebem e castigo para os que se livram deles a qualquer preço.

Em geral, as perseguições atingem os bons, exatamente porque são bons. Não chores sobre o sofrimento dos bons, para que não se tenha a idéia de que eles são desventurados. Não te espantes, se te digo que ser esmagado pela perseguição não é, geralmente, uma desgraça para o homem, mas antes uma felicidade e uma honra.

"Mas será proveitoso - perguntas - ser lançado ao exílio, reduzido à indigência, ter de enterrar a esposa e os filhos, ser vilipendiado pela ignomínia e mutilado pela tortura?" Se te parece estranho que isso seja proveitoso, também te há de parecer estranho que alguns sejam curados com ferro e fogo, como pela fome ou pela sede. Mas se considerares que a alguns, por remédio heroico, lhes quebram e arrancam os ossos, lhes extraem veias e amputam determinados membros, que não poderiam ficar unidos ao resto do corpo sem prejudicá-lo, também hás de reconhecer, forçosamente, que certos males beneficiam aos que os suportam.

Da mesma forma certas vantagens, certos prazeres, certas recompensas e honrarias aviltam e desfiguram aos que delas se beneficiam. Entre muitas e magníficas sentenças de nosso Demétrio, há uma de que sempre me lembro, e que diz que nada parece mais infeliz do que o homem que nunca sofreu contrariedades, pois, assim, nunca foi provado. Os deuses o desprezam, não lhe dando oportunidade de construir sua fortaleza de ânimo e vencer as injustiças.

É próprio dos pouco dignos não sofrer perseguições, pois estão sempre de acordo com os poderosos, como se dissessem: "Para que vou me opor a um adversário temível?" Sobre estes, o opressor nem precisará descer sua mão pesada. Acovardam-se com um simples olhar. O próprio opressor os despreza, e respeita mais aqueles que o enfrentam com valor, mesmo quando são esmagados. O próprio opressor gosta de medir suas forças com quem também tem força, e tem vergonha de lutar contra um homem resignado à derrota e à submissão. O gladiador considera uma ignomínia combater com um inferior e sabe que o vencido sem perigo é um vencido sem glória.

Assim também procede a fortuna: busca os mais fortes, os que não têm medo, os mais tenazes. Prova a Múcio com o fogo, o Fabrício com a pobreza, a Rutilo com o desterro, a Régulo com a tortura, a Sócrates com o veneno, a Catão com a morte. Só na adversidade se encontram as grandes lições de heroísmo. Será que Múcio foi um infeliz ao segurar na mão direita a tocha acesa e ao infligir-se a si mesmo o castigo de seu erro, pondo em fuga com a mão queimada o rei que não pudera afugentar com a mão armada? Teria alcançado glória maior se estivesse acalentando a mão no seio de uma amiga? E Fabrício, ao lavrar seu pequeno campo, nas horas de folga do exercício do governo, no qual fazia a guerra tanto a Pirro como às riquezas, e porque, à luz da lamparina de sua casa modesta, não come outra coisa senão as raízes e as ervas que plantou e colheu com suas próprias mãos?

E Rutilo, será um infeliz por ter sofrido uma condenação da qual os juízes que o condenaram se envergonharão através dos tempos, e por ela responderão ao longo dos séculos? O que o honra, exatamente, é a grandeza com que se portou diante dos juízes perversos, e preferiu perder o direito de viver na própria pátria, negando-se sempre a negociar sua consciência com Sila, o ditador, a quem respondeu viajando ainda mais longe de Roma, quando o tirano o convidava a voltar. Sua resposta altiva ao ditador era que ficasse ele com os que se compraziam na submissão e contemplavam sem revolta o sangue derramado na rua e as cabeças dos senadores do povo no lado serviliano e as hordas de assassinos rondando soltos a cidade, e os milhares de cidadãos romanos degolados num mesmo lugar, depois de haverem jurado fidelidade, e até exatamente por isto. Fiquem com tudo isso - dizia o exilado - os que preferem a desonra ao desterro. E a Régulo, a quem torturaram, arrancaram a pele, encheram-lhe o corpo de feridas, obrigaram-no a não dormir - quem era superior: ele, ou os torturadores? Seu tormento foi grande, mas sua glória foi maior. Porque sofria pela causa do povo romano.

(Do tratado sobre a Providência)


Publicado originalmente no blog Abra a Boca, Cidadão!

Exibições: 64

Tags: Amorim, Blogueira, Cidadã, França, Judiciário, Paulistana, Penha, Sonia, bandidagem, corrupção, Mais...de, judiciárias, mazelas, no, togada

Comentário de Dalva de Oliveira em 28 fevereiro 2012 às 10:57

Força! querida Sonia. E obrigada por estes textos enriquecedores a quem busca ao menos um pouco de sabedoria. Abraços!

Comentário de sonia maria de amorim em 28 fevereiro 2012 às 11:03

Muito obrigada a você, querida amiga. Imagino que esses fatos que denuncio acontecem a três por dois, no Brasil todo, vitimando muitos cidadãos, sendo que muitos não têm como denunciar este descalabro judiciário. Grande abraço!

Comentário de Ariston Álvares Cardoso em 28 fevereiro 2012 às 21:17
À cada fato, isolado ou não, grande ou pequeno, grave ou leve, envolvendo quem quer que seja mas eu nunca conheci um só que não envolvesse em uma das partes o poder, o Judiciário brasileiro se apresenta, autentico e inquestionável na imagem feita involuntariamente pela magnífica, heroina e patriótica mulher brasileira, a competente e corajosa Ministra Dra. Eliana Calmon quando arrancou do fundo da alma fazendo sangrar o próprio coração e sangrando também quase 200 milhões de corações brasileiros, falando a verdade sobre o pais que construimos, defendemos e amamos, que esconde de todos nós seus filhos o banditismo que pratica e ampara para condenar, massacrar, perseguir e até matar seus Abeis conservando os seus Cains, é nisso que o nosso Brasil se transformou, praticar a honestidade, trabalhar com honra e dignidade em defesa da pátria brasileira e principalmente combater as tantas desgraças que impedem o progresso do país, é a grande e inacreditável inversão de valores que o sistema político instituido nesse último meio século conseguiu plantar no Brasil com objetivo único de municiar e fortalecer o poder eternizando o seu COMANDO e desarmar e aniquilar o COMANDADO, óbviamente para alcançar a escravatura branca que já dá sinal de seu nascimento conforme se pode ver e sentir nos acontecimentos do dia a dia em todas as Unidades da Federação através de seus governantes, amparados pelo poder mais importante à quem cabe fazer cumprir a Constituição do país, o Judiciário que anuncia punição para a
verdade. Enquanto o povo brasileiro se mantiver anestesiado para a realidade, o Brasil vai permanecer como paraíso, se acordar o povo, o país recuperará o seu atrazo de no mínimo 50 anos quando desde lá, já deveria ser o pais mais rico e poderoso do planeta e sem maiores sacrifícios.
Comentário de sonia maria de amorim em 28 fevereiro 2012 às 21:32

Agradeço seus comentários. O povo precisa acordar, mas é preciso que seja informado sobre como proceder. Eu mesma, que tenho nível universitário, sou blogueira, tenho livros publicados, tenho dificuldade para saber, muitas vezes, como proceder, em que instância denunciar etc. etc. O próprio Judiciário, como vimos recentemente nos fatos que envolveram a tentativa de restringir poderes do CNJ e da ministra Eliana Calmon, resiste a mudanças e pretende continuar oligárquico, aristocrático, para poucos. Minha vida corre riscos, vivo como refém desta quadrilha que citei. E ao procurar ajuda no Judiciário, o que acontece? Juízas se acumpliciam com os réus, para me calar e continuar a violação de direitos. Isso é um descalabro. Cidadãos no Brasil todo, com menos conhecimento e estudos que eu, certamente sofrem violências semelhantes. Mais do que o povo, responsabilizo as instituições, sobretudo o Judiciário. Mais uma vez agradeço sua manifestação, sr. Ariston. Abraços.

Comentário de Maria Danielle O. Silva em 28 fevereiro 2012 às 22:02

Se o cidadão não se concentrar mentalmente acaba acreditando que é réu e ainda por cima réu perverso.

Faço parte de uma escola para crianças com déficit cognitivo e motor, muitos são os relatos de mães humilhadas em consultórios do INSS, sem ter direito ao parco benefício para os filhos que precisam de remédio controlado, de transporte, de uma dieta digna... Não desistimos assim tão fácil, nos apoiamos umas nas outras, perseverança é o nosso lema.

Falemos SEMPRE e falemos ALTO! Sucesso e força para todos.

Comentário de sonia maria de amorim em 28 fevereiro 2012 às 22:13

Muito obrigada pelas palavras, Danielle. É isso mesmo: perseverança! E pensamento firme. Esses criminosos tentam até nos desestabilizar emocionalmente, torcendo para fraquejemos e cometamos ilícitos como eles. Esses magistrados, aliás, magistradas, às quais me referi, têm a mente completamente invertida: trabalham pelo Mal e pela Injustiça. Em suas mãos, as vítimas viram réus. Denunciemos isso o tempo todo, em todos os espaços que tivermos! Grata pela colaboração. Abraços!

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Novas

Receba notícias por e-mail:

Dinheiro Vivo

Publicidade

                                                                   http://www.adobe.com/go/getflashplayer\"><img src=\"http://www.adobe.com/images/shared/download_buttons/get_flash_player.gif\" alt=\"Get Adobe Flash player\" width=\"112\" height=\"33\" /></a></p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0</div>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <!--[if !IE]>-->\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ','hspace':null,'vspace':null,'align':null,'bgcolor':null}" height="600" width="150">
        <!--<![endif]-->
      </object>

© 2013   Criado por Luis Nassif.

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço